A fumaça da explosão já atingia a altura das nuvens quando ele deu seu último suspiro. Ele não sentia dor, frio, tampouco medo. Como sempre foi, estava tranquilo e, se não fosse a falta de energia, ele até poderia estar sorrindo. Aos poucos, tudo foi ficando escuro e nebuloso. Ele sabia que a calmaria que se instalava em seu corpo só podia ter um significado: a morte.
Antes mesmo de se conformar com isso, sua vida se esvaiu. Ele nunca conseguiu terminar o raciocínio. Foi tranquilo, entretanto. Não lhe causou ônus algum.
A mancha
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