Depois de algum tempo soprou sobre a Terra um novo vento. Ninguém jamais tentou tirar-lhe a força e nem mesmo quis saber de onde vinha. Mas seus adoradores perceberam, e viram nele jungidos a sabedoria e o triunfo. Depois do momento de sua ascensão libertou as aves das montanhas, varreu as nuvens tempestuosas do céu, amansou as ondas dos mares, acariciou milhões de rostos sofridos, e fez corações bater com adicionais batidas ao ensinar aos jovens sobre sexo sublime. O que mais maravilhou àquele que pode senti-lo foi ouvir as badaladas que fizera bater o sino do mundo, audível somente aos iniciados pelos caminhos do Cosmopolitismo, que fez perfilhar novas hastes e aumentar a cotação à busca da felicidade total. Tomou para si o Deus do Vento a brisa que veste a noite de frescor e encanto, os dias de ar puro e o crepúsculo de romantismo. Acendeu também o fogo do amor para purificar as almas de dois jovens e iluminá-los, enquanto andavam pelos santos caminhos em busca do quinto elemento. Ele tocou o rosto rosado e meigo de Pétala, cujo coração fora assaltado por legiões de anjos, o que fez aumentar ainda mais sua força, e levou seu perfume ao outro lado do mundo, fustigando o coração saudoso de Dérik, fazendo-o viajar às pressas à velha Itália. Talvez o desejo do vento fosse desta vez a credencial para que a moça substituísse a amargura pelo doce prazer, e recomeçar; aprimorando e resgatando o que já tinha por direito, cuja magia podia leva-la a novos experimentos.
O Último Elo
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