Antony e Esther, dois jornalistas, têm uma filha, Júlia, no final da década de 1980, a qual Antony fica mais de vinte anos sem conhecer. Quando finalmente decide se aproximar da filha e revelar sua verdadeira identidade, um acidente de carro fatal acaba ceifando a vida dela e das outras três amigas, Malu, Lola e Milla.
Assim, através de um livro que Júlia começou a escrever, mas que não teve tempo de terminar, Antony tenta reconstruir a memória de um passado ausente.
Um livro inacabado como lembrança conduz os seus personagens (e os leitores) às questões universais como o tempo e a memória, a beleza e o amor, a morte e a criação artística, questões estas que são atravessadas por temas tangentes aos jovens em nossa sociedade atual, como o imediatismo, o narcisismo, o exibicionismo, o consumismo exacerbado e o niilismo. Dessa maneira, somos convidados a atravessar as anotações, os aforismos, os rascunhos do livro de Júlia e o luto de Antony recriando um passado prenhe de novidades.
Um livro inacabado como lembrança
Sobre
Talvez você seja redirecionado para outro site