O livro basicamente relata as últimas horas da vida de Carlos Manoel, o Magro, um pedinte das ruas de Lisboa, viciado em drogas. Com rapidez, e até de uma forma alucinada, o autor põe a nu, sem disfarces, a realidade dos que ficaram presos na teia da mendicidade nos grandes centros urbanos. O individualismo, a indiferença da sociedade para os desfavorecidos, a falta de humanidade que impera na comunidade moderna, o submundo das drogas, está tudo lá retratado, numa linguagem áspera, ágil, quase explosiva, transportando o leitor para a cabeça do protagonista, para uma mente doente, já totalmente entregue à fatalidade. Neste multipremiado pequeno conto, o jovem escritor Millesvskoa avança com força para se tornar um dos mais empolgantes escritores mundiais da nova geração.
O Magro
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