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    Uma rua de Roma

    Por Patrick Modiano
    Existem 10 citações disponíveis para Uma rua de Roma

    Sobre



    Uma rua de Roma é a saga de um homem que sofre de amnésia total. Para tentar desvendar seu passado ele sai em busca de pessoas que possam lhe oferecer pistas acerca de sua identidade, como uma espécie de historiador ou, mais precisamente, de um detetive de si mesmo.
    Com efeito, Modiano se apropria de alguns dos recursos narrativos da literatura e do film noir, retra-balhando-os com rara inteligência na insólita busca do protagonista pela própria identidade. Aproveitando-se do fato de o protagonista, Guy Roland, ser um detetive particular, Modiano o insere em ambientes característicos da narrativa policial: ruas mal-iluminadas, bares enfumaçados, apartamentos decadentes, confrontando-o com imigrantes russos, americanos e flamengos, graças à memória dos quais espera encontrar o fio de Ariadne da própria vida.
    Afastando-se do seu habitual cenário parisiense, Modiano faz seu protagonista passar por Bora-Bora, mas intitula seu livro, Rue des Boutiques Obscures, a partir de uma rua efetivamente existente: La Vie delle Bottegne Oscure. Rua que, na década de 1930, integrava o gueto judaico romano, donde o título da edição brasileira: Uma rua de Roma.
    Uma narrativa esplendorosamente labiríntica, da qual o leitor sai fascinado para sempre.
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    Citações de Uma rua de Roma

    Ela já virou na esquina, e nossas vidas não são também tão rápidas para se dissiparem na noite quanto essa mágoa de criança?

    Acho que se pode ouvir ainda, nas entradas dos prédios, o eco dos passos daqueles que habitualmente as atravessavam e que desapareceram. Alguma coisa continua a vibrar após sua passagem, ondas cada vez mais fracas, mas que se podem captar, se estamos atentos. No fundo, eu talvez nunca tivesse sido esse Pedro McEvoy, eu não era nada, mas ondas me atravessavam, ora longínquas, ora mais fortes, e todos esses ecos espalhados que flutuam no ar se cristalizavam e eram eu.

    As pessoas têm, decididamente, vidas compartimentadas, e seus amigos não se conhecem uns aos outros. É lamentável.

    Hutte repetia que, no fundo, todos somos “homens das praias” e que “a areia” – cito seus próprios termos – “só guarda por alguns instantes as marcas dos nossos passos”.

    Estamos diante de um texto fluido, breve, de capítulos curtos, sem fraseados rebuscados ou digressões pretensamente eruditas; sem nenhum exibicionismo formal. As referências geográficas são precisas: ruas e bairros parisienses facilmente encontrados em qualquer mapa; estabelecimentos realmente existentes (hotéis, prédios, parques, lojas). O momento “presente” explicitado: 1965. No

    Até aqui tudo me pareceu tão caótico, tão fragmentado… Farrapos, estilhaços de alguma coisa voltavam a mim bruscamente ao longo das minhas investigações… Mas afinal, talvez seja isso, uma vida…

    Mas não apenas isso. Modiano lança mão de catálogos telefônicos, fotografias antigas, cartões-postais, cartas, recortes de jornal, bilhetes – nada lhe escapa como instrumento narrativo.

    Se a busca do amnésico Guy Roland (ou seria Pedro McEnvoy, ou Jimmy Stern?) por seu passado e especialmente pela sua identidade ocorre, em termos narrativos, de modo linear, na sucessão de encontros com uma série de personagens supostamente ligados à sua história, esta mesma história, ao longo do romance, vai-se compondo também de outras formas. Em especial, com a intrusão de capítulos rememorativos narrados pelo próprio protagonista – e não mais a partir, apenas, da memória pouco confiável de gente como um fotógrafo de moda aposentado, um caseiro, um pianista decadente ou um conhecido jóquei inabilitado por invalidez. O tempo, assim, flutua, volátil, cambiante. A memória surge como parte integrante do presente, não como uma peça congelada e circunscrita ao passado.

    entanto, por trás dessa simplicidade (que desde já pode ser considerada o primeiro dos ingredientes de sua poção), esconde-se um jogo estranho.

    Mas não apenas isso. Modiano lança mão de catálogos telefônicos, fotografias antigas, cartões-postais, cartas, recortes de jornal, bilhetes – nada lhe escapa como instrumento narrativo. “Não acha que ele se parece comigo?”, pergunta Guy insistentemente a seus interlocutores depois de exibir uma foto em que consta um jovem que poderia ser ele. Como se a história de sua investigação quase policial fosse contada por diversos elementos superpostos ou mesclados, num quebra-cabeça que será montado, ao final, em um clima de suspense, pelo

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