As pequenas dores são o assunto preferido das pessoas no dia-a-dia; na roda de bar, em casa, no passeio de fim de semana com os amigos. São tão leves que se transformam até em motivo de piada e podem acabar animando uma conversa fadada ao tédio. Pequenas dores compartilhadas forjam novos laços de amizade, dissolvem rivalidades, fazem o outro parecer mais humano aos seus olhos.
Já a dor verdadeira, esta não se vê. Ela não tem nome, nem cheiro, nem forma, nem contornos. Sobre ela, nada se diz. Ela passa incólume por tudo e todos, como um espectro invisível que se foi e não deixou rastros. Só se a descobre em um olhar perdido, em um sorriso que se desfaz de repente, sem razão aparente, no silêncio prolongado sem motivo.
Já a dor verdadeira, esta não se vê. Ela não tem nome, nem cheiro, nem forma, nem contornos. Sobre ela, nada se diz. Ela passa incólume por tudo e todos, como um espectro invisível que se foi e não deixou rastros. Só se a descobre em um olhar perdido, em um sorriso que se desfaz de repente, sem razão aparente, no silêncio prolongado sem motivo.