O Massacre dos Judeus
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Os alvos são, não só os conversos, como aqueles judeus que procuravam os conversos e os tentavam convencer a tornar à sua fé antiga.
Por exemplo, em Saragoça, cidade com uma judiaria muito forte e rica, a Inquisição foi brutalmente dura para com os conversos entre 1478 e 1492, os anos entre a instalação da Inquisição e a expulsão dos judeus.
A Inquisição, o Tribunal do Santo Ofício, irá desenvolver a sua acção neste «nicho legal».
Mas este fenómeno, matar judeus, era significativamente normal nos séculos xiv e xv (em Sevilha, cerca de 100 anos antes morreram também 4000 judeus em ataque semelhante à judiaria da cidade).
Em Portugal, pela mesma época, D. João I (que sobe ao trono em 1385) seguia a restante Europa ao obrigar os judeus à distinção física: os judeus deveriam trazer no exterior das suas vestes uma estrela vermelha de seis pontas do tamanho de um selo régio de cera, sob pena de prisão e perda das roupas.
apesar de todo o ambiente antijudaico vivido na época, nunca as autoridades religiosas cristãs foram tão longe ao decretar, nesse complexo e por vezes boçal mundo da compra e venda de indulgências, o perdão através de assassínios.
foram as mulheres que o arrastaram para fora da igreja e o espancaram até ficar inconsciente. Seguidamente, terão sido os homens e os jovens a tomar o lugar e a infligir-lhe a morte. O corpo terá sido, ainda, esquartejado no meio do largo fronteiro à igreja. Segundo lbn Verga,
Yosef Ha-Kohen (século XVI) – Caíram sobre os conversos de repente, como ursos e como lobos do deserto, a uns quatro mil deles passaram-nos a golpe de espada e colocaram a mão nos despojos; violaram as suas meninas e donzelas e as suas mulheres; pelas janelas atiravam para terra as mulheres em cima das suas lanças, a mãe era esmagada sobre os seus filhos no dia da cólera divina. Uma mulher matou um dos monges que a tentara violar, com o instrumento que levava na mão.