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    Segredo de justiça: Disputas, amores e desejos nos processos de família narrados com emoção e delicadeza por uma juíza

    Por Andréa Maciel Pachá
    Existem 11 citações disponíveis para Segredo de justiça: Disputas, amores e desejos nos processos de família narrados com emoção e delicadeza por uma juíza

    Sobre

    ?Segredo de justiça, em estilo forte e amoroso, conversa com a sociedade sobre as perplexidades do ofício de Pachá. Conversar, no seu caso, é interpelar, mas também hospedar o outro.?
    Joel Rufino dos Santos, historiador, professor e coautor de História nova do Brasil

    ?O sonho de todo aquele que ingressa na magistratura é fazer justiça. Mas a sensibilidade de Andréa Pachá, que de maneira quase poética escancara suas experiências profissionais, mostra que de fato a vida não é justa, mas que é possível fazer justiça quando não se tem medo de ousar diante da realidade da vida.?
    Maria Berenice Dias, jurista e fundadora do Instituto Brasileiro de Direito de Família

    ?Qual alquimista juramentada, Andréa transforma o chumbo das rupturas e litígios em ouro de literatura da melhor qualidade.?
    Marcos Breda, ator

    Você está me lendo na livraria, para decidir se compra este livro? Ou já está em casa, no sofá, na cama, sei lá onde você lê, começando a curtir o livro? Se já está em casa, por que está lendo esta orelha, perdendo seu tempo e retardando o prazer que vai sentir com as histórias curiosas (deliciosas, maravilhosas) que Andréa Pachá testemunhou e, ótima escritora, sabe contar? Deixe-me em paz e vai ler teu livro. Se você está na livraria, em dúvida se leva ou não o livro que abriu por curiosidade, o melhor é ler uma das crônicas que essa juíza da Vara de Família escreveu a partir de histórias reais. Qualquer uma. Está com tempo? Vá no sumário e procura essas três histórias seguidas: Nunca é perda total, O céu que nos protege e Quem manda é ela!. Daí, na primeira, você vai ler sobre a utilidade da vida; depois, na segunda, sobre a inutilidade da vida; e, diante dessa indefinição filosófica, na terceira, vai sorrir.

    A meretíssima escritora Andréa Pachá não mudou só os nomes das pessoas para garantir o devido segredo de justiça: ela criou as histórias que viveu. Afinal, o que fazem os escritores se não reinventar a vida? Na verdade, ela não teria tanta idade, nem tantas peles, nomes e sobrenomes para viver essas histórias todas. Digo, para viver todas essas histórias todas. Ela viveu só um instante de cada uma. E que instante! O clímax, o momento em que os outros personagens jogam suas vidas diante dela, em que o conflito chega ao ápice. O que eu estou fazendo aqui? Conheci Andréa Pachá muito jovem, no teatro, como produtora. Estou aqui para recebê-la de volta, como autora. São crônicas, pequenos contos, mas são também, de certo modo, peças de teatro. Um dia, certamente, umas atrizes e uns atores vão entrar nesses personagens e completar a viagem da Andréa do palco ao palco, passando pelos labirintos da vida que, por sua vez, passam pelas salas dos tribunais.
    Aderbal Freire-Filho

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    Citações de Segredo de justiça: Disputas, amores e desejos nos processos de família narrados com emoção e delicadeza por uma juíza

    Aprendi que são as expectativas, e não os vínculos, que definem a importância dos outros na nossa vida. De quem não se espera nada não vem nada mesmo.

    um dos piores traços de nosso tempo é que muitos chamam de “felicidade” o que, na verdade, é prazer somado à irresponsabilidade.

    A vida que segue, depois da festa do encontro, pode durar poucos anos, muitas décadas e até mesmo toda uma vida. A vontade é de eternidade, embora muitos casamentos sejam transitórios.

    Sujeitos de afeto e não objetos de disputas, as crianças merecem respeito e cuidado.

    Nenhum amante é mais devastador do que aquele que nasce na imaginação da pessoa que se sente traída.

    Eu tentava explicar que cuidar de filho não é um problema da justiça. Um processo como aquele era impensável há mais de uma década. A horizontalidade das relações familiares, a liberdade sexual, a diminuição do preconceito, o respeito às diferenças, enfim, as novas famílias que emergiam e apontavam para um momento de democratização na vida privada e pública traziam também um descompromisso com as representações e referências simbólicas. Com dificuldade de exercer a autoridade, impor os limites naturais à educação e à vida em grupo, muitos pais começaram a terceirizar para o Estado esse papel.

    Acreditar que a ação do tempo não esgarçará uma paixão é o ato de fé mais intenso de que um ser humano é capaz.

    Temos sido pródigos em julgar pessoas e comportamentos. Se sempre foi assim, o tempo acelerado pela rede virtual aprofundou ainda mais o cacoete. Perdemos o pudor em adjetivar, condenar e executar sumariamente. Celebramos como bárbaros os justiçamentos e nos sentimos menos bárbaros porque encontramos ecos para as nossas próprias irracionalidades.

    Fico assombrada com a rapidez com que os julgamentos são feitos cotidianamente. Uma rápida leitura da capa de um jornal e condena-se, absolve-se, ama-se ou odeia-se. Sem reflexão, as impressões se multiplicam, e as versões viram fato.

    Não sei desde quando se convencionou aceitar que todas as verdades podem ser ditas na cara. Que ser verdadeiro é falar o que se quer, da forma que se escolhe e quando interessa. Essas honestidades explícitas, muitas vezes, funcionam como grosserias superlativas e parecem ter sido assimiladas na contemporaneidade para justificar intolerâncias travestidas de opinião.

    Nem a paternidade nem a maternidade se definem com a gravidez ou com o parto. A construção cotidiana do cuidado costuma consolidar os papéis e as representações.

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