Shakespeare e a economia
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Em 1605, na Biblioteca de Oxford, que não incluía peças de teatro, havia apenas 36 livros em inglês entre cerca de 6 mil volumes.
“o dinheiro é uma linguagem, … ele evoca e torna possíveis conversações e diálogos; e existe em função dessas conversações”.2
Não é de se estranhar, portanto, que, na época em que Shakespeare viveu, em 342 aparições por escrito de seu nome em manuscritos da época,
divórcio entre “o valor de face”, ou a “inscrição”, e o “valor material”, ou a substância, uma distância que cresceria muito mais no futuro, em decorrência do advento do papel-moeda.
Os sucessivos episódios de redução do percentual e/ou da qualidade do metal nas moedas — processo conhecido como debasement —, ocorridos durante os reinados de Henrique VIII e Eduardo VI, deixaram uma impressão negativa e duradoura. Entre 1542 e 1551 diversas moedas tiveram seu conteúdo em prata reduzido, em média, a cerca de um terço dos marcos originais, e os preços dobraram: este seria o período de maior inflação no século XVI, cerca de 7% ao ano.4
equação entre palavras e moedas não reside apenas na similaridade de sua função no ato da troca — palavras como instrumento (token) da troca intelectual —, mas também sintetiza a transição do valor intrínseco para o de troca. Palavras, como o valor individual, começam a ter valor não apenas pelo que representam (valor intrínseco), mas pelo que lucro ou estima que sua pronúncia pode engendrar.I