We love eBooks
    Baixar Pura Picaretagem pdf, epub, eBook

    Pura Picaretagem

    Por DANIEL BEZERRA e CARLOS ORSI
    Existem 14 citações disponíveis para Pura Picaretagem

    Sobre

    O poder da mente pode mesmo fazer com que coisas se concretizem? Pode aliviar males ou até mesmo curar problemas de saúde? É possível enriquecer ou se tornar famoso pensando positivo? Você certamente já ouviu alguém dizer sim a alguma dessas perguntas. Com as surpreendentes descobertas da Física Quântica, muitos "picaretas" passaram a afirmar que ela justificaria diversos pressupostos esotéricos ou religiosos. Inúmeros livros começaram a circular com títulos como cura quântica, ativismo quântico, metafísica quântica ou coisas do tipo. Mas o que seria, realmente, a Física Quântica e que tipos de fenômenos ela poderia explicar? Isso é o que Daniel Bezerra e Carlos Orsi buscam responder neste livro. Aqui você vai conhecer um pouco mais sobre a verdadeira Física Quântica e aprender a se proteger das mais criativas picaretagens! O quantum nos concedeu maravilhas científico-tecnológicas, mas cada um desses avanços foi resultado dos esforços de cientistas e engenheiros trabalhando com os pés firmemente fincados no "paradigma científico-materialista", e não do poder de seus pensamentos.
    Baixar eBook Link atualizado em 2017
    Talvez você seja redirecionado para outro site

    Definido como

    Citações de Pura Picaretagem

    “contos de fadas são verdadeiros não porque nos dizem que dragões existem, mas porque nos dizem que dragões podem ser derrotados”

    é possível fazer uma hipótese completamente errada sobre determinado fenômeno natural e, ainda assim, montar um modelo que descreva adequadamente como o fenômeno ocorre.

    a ciência moderna evita pensar em termos de causa, razão, motivo, preferindo se concentrar em como as coisas acontecem.

    objetos materiais têm uma realidade objetiva que independe do estado mental e da disposição de quem os contempla ou deixa de contemplá-los.

    O que deixa em aberto a questão: e se eu usar a força da minha mente para fazer com que a realidade seja algo independente da mente? A mente pode criar uma pedra pesada demais para a mente levantar? O discurso da realidade como ilusão manipulável atrai porque engendra um sentimento de poder e controle. Seres humanos gostam de ter o controle das coisas. Estar ao sabor do acaso é desconfortável. É desajeitado. Faz suar frio. Quem não gostaria que uma atitude mental positiva realmente fosse tudo o que bastasse para que o próprio acaso passasse a trabalhar a nosso favor?

    Metáforas são boas para iluminar a vida, mas se levadas além de seus limites, acabam provocando confusão: não é porque a sua namorada é linda como uma flor que você deve adubá-la.

    Escrevendo para uma revista popular americana em 1929, o físico Percy Williams Bridgman (que viria a ganhar um Nobel na década de 1940) previa que, assim que as descobertas mais recentes da Física caíssem nas mãos do homem comum, o mundo quântico passaria a ser tratado como “a substância da alma; os espíritos dos mortos habitarão ali”33.

    E em meio a tudo isso, temos os “picaretas quânticos”: gente que acha que, por “incompreensível” e “insondável”, cabe qualquer interpretação mística na Mecânica Quântica. Tentar comparar o enorme sucesso empírico da Teoria Quântica com as analogias místicas que andam em voga é, para ser gentil, um grande equívoco. Do relativamente inofensivo Gary Zukav ao misticismo confuso de Amit Goswami, passando por vendedores de platitudes açucaradas como Deepak Chopra, a verdade é que o Universo não liga a mínima para o que achamos que ele deveria ser. Para o bem ou para o mal, o que acontece em nossas vidas depende em grande parte do acaso, mas também em grande parte de nosso esforço pessoal.

    Niels Bohr certa vez declarou que o papel da Física não era o de dizer como a natureza é; e sim o que podemos dizer sobre a natureza. Eu não iria tão longe quanto o velho mestre, mas a tese central do livro certamente se aproxima dessa interpretação: a Física admite que não sabe interpretar em termos cotidianos o “significado” da Mecânica Quântica, se é que ela tem um. Até hoje há debates animados na comunidade científica sobre como deveríamos enxergar o mundo microscópico. Mesmo cientistas de renome como Albert Einstein e John von Neumann cometeram erros ao tentar pressupor que o mundo quântico deveria se comportar dessa ou daquela maneira. E em meio a tudo isso, temos os “picaretas quânticos”: gente que acha que, por “incompreensível” e “insondável”, cabe qualquer interpretação mística na Mecânica Quântica. Tentar comparar o enorme sucesso empírico da Teoria Quântica com as analogias místicas que andam em voga é, para ser gentil, um grande equívoco. Do relativamente inofensivo Gary Zukav ao misticismo confuso de Amit Goswami, passando por vendedores de platitudes açucaradas como Deepak Chopra, a verdade é que o Universo não liga a mínima para o que achamos que ele deveria ser. Para o bem ou para o mal, o que acontece em nossas vidas depende em grande parte do acaso, mas também em grande parte de nosso esforço pessoal.

    Reconhecer que a ignorância existe, no entanto, não é o mesmo que abrir a porta para qualquer ideia estrambótica. Ou: não é porque você não consegue ver o que está debaixo da cama que a ideia de que duendes, vampiros e lobisomens se escondem ali se torna respeitável.

    A picaretagem começa com uma lacuna no conhecimento científico e lá se estabelece, contente em afirmar as mesmas bobagens sentimentais e platitudes de sempre para enganar os incautos e ganhar um dinheirinho. E nenhuma picaretagem quântica é tão perversa quanto aquela praticada em nome da saúde.

    De fato, as únicas descobertas científicas sólidas já feitas, com base nos estudos sobre paranormalidade, dizem respeito à psicologia do erro e do embuste, e revelam como é fácil enganar as pessoas. Como somos facilmente distraídos, enrolados e engabelados pelos outros ou por nós mesmos.

    mas para o teórico tem o sabor amargo de disparar flechas ao acaso e, depois, pintar alvos cuidadosamente centralizados nos pontos atingidos.

    A consciência humana é o centro de nossas vidas e preocupações cotidianas, mas não há motivo algum para pô-la, também, no centro do cosmo. Fazer isso é negar o que talvez seja a principal contribuição da ciência para a compreensão filosófica do lugar do homem no Universo: um animal feito de poeira de estrelas, irmão das árvores, dos sapos e das bactérias, habitando a periferia de uma galáxia igual a bilhões de outras, tentando, como uma criança que cata conchas na praia e pondera o mar, entender a imensidão.

    Relacionados com esse eBook

    Navegar por coleções