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    A economia das crises

    Por Nouriel Roubini
    Existem 14 citações disponíveis para A economia das crises

    Sobre

    Conhecido como ?Dr. Apocalipse', Nouriel Roubini eletrizou a comunidade financeira mundial ao antever a última crise muito antes de qualquer outro especialista. Ao contrário de outrosexperts, ele não trata os desastres econômicos como eventos extravagantes, singulares e isolados, sem causa nítida. Décadas de pesquisas em todo o mundo lhe permitiram constatar que são previsíveis e passíveis de prognóstico.

    Fundamentado em uma combinação nada convencional de análise histórica com economia global, Roubini tem forçado políticos, autoridades monetárias, investidores e analistas do mercado financeiro a encarar uma verdade sempre negligenciada: os sistemas financeiros são inerentemente frágeis e propensos ao colapso.

    Ao compararem crises em diversos países e épocas, Nouriel Roubini e Stephen Mihm mostram que os cataclismos financeiros são antigos e onipresentes como o capitalismo. Usam os exemplos do passado para estabelecer ligações com as dificuldades do presente. Ensinam a reconhecer e atacar a instabilidade do sistema financeiro global; a entender os pontos fracos e extrair lições de episódios anteriores como a "exuberância irracional"; a detectar o curso do fenômeno de contágio global, e a traçar planos de curto prazo. Os autores explicam como a economia mundial pode sair da confusão em que está, e manter-se fora disso. Obra vital, A economia das crises prova que essas calamidades podem ser não apenas previstas, mas evitadas, e com o tratamento correto, sanadas.

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    Citações de A economia das crises

    Uma repentina aversão ao risco — o súbito desejo de desfazer a pirâmide de alavancagem da qual os lucros até há pouco dependiam — é o ponto-chave da eclosão de qualquer crise financeira.

    Entretanto, é possível que uma bolha de ativos se desenvolva mesmo antes de haver um boom de crédito, simplesmente porque as expectativas de aumento de preços futuros são suficientes para alimentar uma subida no preço do ativo.

    A maioria das crises começa com uma bolha, na qual o preço de um ativo ultrapassa seu valor real. Muitas vezes, as bolhas de ativos andam pari passu com um acúmulo excessivo de endividamento, consequência dos empréstimos tomados por investidores ansiosos para participar do boom. Não por acaso, as bolhas de ativos estão associadas a um crescimento excessivo de oferta de crédito, que pode ser consequência de uma supervisão e uma regulamentação negligentes do sistema financeiro, ou de uma política fiscal frouxa do banco central.

    risco moral é a disposição de uma pessoa para assumir riscos — particularmente riscos excessivos — que ela normalmente evitaria, só porque sabe que outra pessoa arcará com as consequências negativas decorrentes de suas decisões ou salvará aqueles que assumiram esses riscos excessivos.

    Independentemente de como um boom começa, ou dos canais usados pelos especuladores para participarem dele, alguns ativos tornam-se foco de intenso interesse especulativo.

    Essa crise imobiliária que iria se materializar, concluiu ele, “levaria (…) a um problema sistêmico para o sistema financeiro”, deflagrando uma crise que provocaria grandes dificuldades ou causaria a derrocada dos fundos de hedge e dos bancos de investimentos, bem como das gigantescas instituições financeiras garantidas pelo governo, como a Fannie Mae e a Freddie Mac. A plateia recebeu suas advertências com grande dose de ceticismo.

    o analista financeiro Nassim Nicholas Taleb recomendou cautela, pois os mercados financeiros estavam perigosamente despreparados para enfrentar “eventos atípicos” fora dos padrões normais de distribuição de riscos;8 os economistas Maurice Obstfeld e Kenneth Rogoff alertaram sobre a insustentabilidade dos déficits em conta corrente nos Estados Unidos,9 e Stephen Roach,10 do Morgan Stanley, e David Rosenberg, da Merrill Lynch, havia muito tempo mostravam-se preocupados com o fato de os consumidores dos Estados Unidos viverem muito além de seus rendimentos.

    uma lenda de Wall Street, James Grant, avisou em 2005 que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) havia ajudado a criar “uma das maiores bolhas de crédito” na história das finanças;6 William White, economista-chefe do Bank for International Settlements, o Banco de Compensações Internacionais, advertiu dos riscos sistêmicos das bolhas de créditos e de ativos;7

    Num dado momento, o boom tornou-se uma bolha. Todo o mundo, dos grandes bancos ao consumidor comum, assumia dívidas ao máximo de suas possibilidades, apostando na crença duvidosa, mas fascinante, de que os preços só iriam subir. A maioria dos economistas aprovou esse estado de coisas: o mercado estava sempre certo, assim eles aconselharam; o melhor era não interferir. Um punhado de dissidentes advertiu sobre a proximidade de um colapso, mas foram alvo de chacota, quando não ignorados.

    Nenhuma dessas questões é hipotética. John Maynard Keynes, um gigante no campo econômico do século XX, observou corretamente que “as ideias dos economistas e filósofos políticos — seja quando estão certos, seja quando estão errados — são mais poderosas do que geralmente se imagina.

    À medida que o mercado de valores entrava em colapso, montanhas de hipotecas eram executadas, empresas faliam e os consumidores paravam de gastar. Vastos esquemas Ponzi começaram a ser desmascarados, assim como surgiram provas de fraude e conluios em todo o mercado financeiro.

    Naquele momento, a doença dos Estados Unidos já se espalhara pelo restante do mundo, e os mercados de ações estrangeiros, os bancos e as firmas de investimentos caíram na real. O desemprego aumentou, a produção industrial despencou e os preços declinantes levantaram o espectro da deflação. Era o fim de uma era.

    os governos com enormes custos fiscais. E ainda pior: as crises têm derrubado governos e arruinado nações; elas têm sido a causa de conflitos econômicos e de batalhas comerciais retaliatórias. As crises têm até precipitado guerras, como a Grande Depressão serviu de alicerce para a Segunda Guerra Mundial. Ignorá-las não é uma opção.

    A importância da compreensão dessas crises recorrentes não poderia ser maior. Quando há negligência, as crises causam perdas surpreendentes, devastam indústrias inteiras, destroem riqueza, provocam desemprego em massa e sobrecarregam

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