Escrever com criatividade
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Antes de ser transformada em texto, qualquer história pode ser comparada ao Caos: todos os elementos estão presentes na sua memória, mas lhes falta o toque divino que vai dar a eles uma ordem, e dar a cada elemento sua função e um valor específico.
uma das bases para uma técnica possível de redação é a criação de uma simulação de interatividade para o momento de escrever, ou seja, precisamos ter, no momento de escrever, a sensação de que estamos conversando com alguém.
Por um lado, um estado de autocrítica exagerada faz com que o escrevedor se distancie de sua linguagem mais natural e, portanto, mais eficiente. Por outro lado, uma postura de isolamento, induzida pela própria intimidade do ato de escrever, pode levar o escrevedor a uma situação quase autista, na qual passa a ignorar o objeto de todo texto: o leitor.
O “outro” é limite e valor para cada um de nós e vamos precisar sempre de um referencial externo para desenvolver nossa individualidade.
Existem dois fatores básicos entre os que em geral atrapalham no momento de escrever: o excesso de autocrítica e a falta de compromisso com o conteúdo.
é verdade que ninguém se reconhece sem a noção do “outro”. Ou seja, para ter uma ideia da sua própria existência, de sua identidade e seus papéis no grupo social, você precisa enxergar outra pessoa. O “outro” é limite e valor para cada um de nós e vamos precisar sempre de um referencial externo para desenvolver nossa individualidade. Quando a pessoa desenvolve e amadurece sua individualidade, está pronta para assumir sua parte no coletivo. Sem a noção do “outro/outra”, a pessoa se torna um ser antissocial. Isso explica em parte a violência do nosso tempo, certo?
Consta que Zeus, o deus supremo, olhou o mundo em volta e decidiu que era necessário organizá-lo. Por sua própria vontade, então, ordenou todas as coisas e seres, dando-lhes nomes e funções. Os animais foram agrupados em famílias e por espécies, os peixes lançados ao mar, as aves ao céu, as plantas segundo sua natureza e lugar, todos os seres vivendo segundo seu próprio tempo e os ciclos, associados aos movimentos da Lua e das estrelas, à ação do Sol, dos ventos e da chuva. Então, do Caos se fez o Cosmos. Zeus gostou do que fez e convocou os outros deuses para lhes mostrar sua criação. Quando Zeus lhes revelou o Cosmos, todos se admiraram do seu poder e da sua infinita sabedoria. Todos, exceto Apolo, o deus da perfeição e da harmonia. Apolo disse: Zeus, sua criação é magnífica, mas tem uma falha. Os outros deuses ficaram espantados com a ousadia do belo Apolo e voltaram-se todos para Zeus. O Supremo, em tom de aborrecimento, quis saber mais. Então, Apolo, qual é a imperfeição do Cosmos? Apolo apontou um ser bípede colocado entre os seres e objetos da criação e disse: O homem é um ser que esquece. O homem, que o Senhor escolheu para ser o síndico do Cosmos, é um ser que esquece. Assim, ele logo irá esquecer sua origem divina, em seguida vai pensar que é o senhor do Cosmos, vai destruir as florestas, matar os animais… Zeus compreendeu e decidiu buscar uma solução para o problema. Escolheu entre as mortais a bela Mnêmosis e teve com ela cinco filhas: Arte, Filosofia, Amor, Poesia e Música. Zeus colocou, então, suas cinco filhas, as Musas, acessíveis aos seres humanos. Assim, toda vez que um humano entra em contato com uma das Musas, ele recobra a memória de sua origem divina e pode melhor cumprir o papel que Zeus lhe designou no Cosmos.