Maria Regina Celestino de Almeida Universidade Estadual Campinas A política indigenista de Pombal de carácter assimilacionista e antidiscriminatório não surtiu, no Rio de Janeiro, os efeitos desejados, pois os índios continuaram vendo-se e sendo vistos como índios e a própria documentação oficial distinguia-os dos demais moradores. Esta comunicação visa a reflectir sobre a aplicação dessa política nos aldeamentos do Rio de Janeiro, procurando identificar os interesses dos vários agentes sociais envolvidos e entender, numa perspectiva histórico-antropológica, a dinâmica das relações entre índios e não índios que levou à manutenção das distinções. Pretende-se valorizar a actuação dos índios que, conforme a documentação, esforçavam-se por manter as aldeias e a condição de índios aldeados que lhes fora concedida, séculos antes, pela Coroa Portuguesa, garantindo-lhes direito à terra colectiva e à vida comunitária.
Política indigenista de Pombal: a proposta assimilacionista e a resistência indígena […]
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