Mónica Duarte Dantas Instituto de Estudos Brasileiros - Universidade de São Paulo No setecentos a capitania da Bahia viveu um período de farta distribuição de sesmarias, muitas delas em regiões distantes do centro produtor de açúcar, doadas a um conjunto de homens cujas famílias, nas décadas que se seguiram, se viram alçadas a um papel de destaque na política da capitania (depois província) e mesmo para além de suas fronteiras. A partir de trajectórias específicas, buscaremos perceber de que maneira o acesso à terra, a incorporação às redes de mando e influência de algumas das mais antigas famílias da Bahia, a prestação de serviços à Coroa, a busca por símbolos de poder e distinção, bem como a participação e colaboração por ocasião das lutas de independência se configuraram em estratégias que visavam não só à ampliação das fontes de renda mas, principalmente, à inserção nos círculos de poder. Tal situação determinava a actuação em diferentes esferas de mando, do local ao imperial, consubstanciando-se em um lento rearranjar de novas e antigas estratégias de poder no período do pós-Independência.
Para além da terra e da região: trajectórias e esferas de poder […]
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