Catarina Madeira Santos Centro de História de Além-Mar - Universidade Nova de Lisboa
Para lá do grande tráfico de escravos, o Atlântico pode também ser olhadocomo espaço onde se organizam redes intelectuais pelas quais se faz acirculação de autores, ideias, objectos culturais ou quadros mentais. Nesta comunicação pretende-se estudar a maneira como, na segunda metade do séculoXVIII, a colónia de Angola integrou essas redes tornando-se até em luga privilegiado de recepção/produção de peças cartográficas e literárias. Na problemática geral, entre outros exemplos, salienta-se o caso de Elias Alexandre da Silva Correia, originário do Brasil, com ligações estreitas ao ambiente das academias, que tendo ido para a África como militar, escreveu uma extensa História de Angola, em dois volumes, caso singular de reconstituiçãoda memória histórica, em contexto colonial.
Para lá do tráfico…redes intelectuais no Atlântico: Angola (1750-1800)
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