Lígia Maria Tavares da Silva Universidade Federal de Pernambuco Buscamos investigar elementos da paisagem e do quotidiano urbano no Brasil, quando a economia girava em torno da actividade agrícola e a vida social e política brasileira em torno das fazendas, engenhos, estâncias e currais, ou seja, no período colonial. Argumentos sobre a predominância de uma civilização agrária durante este período, inibiram os estudos sobre o quotidiano das vilas e cidades no Brasil, por serem consideradas historicamente retrógradas. Até pouco tempo, acreditava-se que o colonizador português não as planejava e que, por isso, cresciam na espontaneidade e na desordem. Partimos, porém, do princípio de que nas vilas e cidades coloniais, foram surgindo paisagens urbanas singulares como resultado da imbricação dinâmica entre a paisagem portuguesa, cuja função de civilizar se dava através da defesa, da administração e, sobretudo, da religião católica, e a paisagem tropical, onde a necessidade de sobrevivência das diversas raças que aqui se misturavam, justificava uma certa flexibilização na ordenação da vida quotidiana.
Paisagens urbanas no Brasil agrário colonial
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