Avanete Pereira de Sousa Universidade de São Paulo A noção de crise do Antigo Sistema Colonial parte da premissa do esgotamento dos mecanismos que sustentavam as práticas mercantilistas, monopolistas e de dominação das metrópoles sobre amplo território colonial conquistado e explorado ao longo dos séculos XVI ao XVIII. Os argumentos dessa tese são amplamente discutidos em obras de consagrados e reconhecidos autores. No que se refere à América portuguesa, apesar dos avanços de estudos monográficos e datados em conjunturas específicas, sobretudo no período que abrange o final do século XVIII e princípio do XIX, ainda permanece aberta a questão de se identificar e de se compreender o comportamento, as reacções, a assimilação e a vivência dos diversos actores sociais presentes e actuantes nas instâncias do poder local. Ou seja, a aproximação da análise histórica enfocando as atitudes, as expressões, as representações, os discursos e as práticas políticas no âmbito do poder local podem revelar diferentes direcções e modos de se pensar e se refletir sobre a crise do Antigo Sistema Colonial, por exemplo: Como se comportavam as elites locais face ao controle sobre a economia em nível municipal? Qual o grau de recepção, entre esta mesma elite, dos ideários liberais que apregoavam a não regulamentação económica? Lançar luzes sobre essas questões tomando como referência as relações sociais políticas e económicas implícitas à Câmara Municipal da cidade de Salvador é, pois, o objectivo desta comunicação.
O senado da Câmara da Bahia e a crise do antigo sistema colonial
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