Quando eu era criança – talvez nem tão criança assim: é que a maldade era tanta que hoje me fica difícil precisar a idade - numa das minhas tarde de tédio, resolvi dar uma turbinada no meu aquário pálido, com aqueles mesmos peixes e suas mesmas caras de sempre. Fui até a loja de bichos e, deparando-me com a multiplicidade de cores e movimentos, tamanhos e formas, meu espírito, que tenro já ansiava por somas, não teve dúvida ao avistar aquele filhote de Baphomet indefeso, dono da maior apatia que a loja dispunha: uma lagosta! Não era o bicho mais carismático, sem dúvida, mas eu, que cedo percebi que aquela seria minha única oportunidade de comer tal “iguaria” na vida, imediatamente iniciei minha empreitada.
Lagosta
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