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    A arte de pedir

    Por Amanda Palmer
    Existem 11 citações disponíveis para A arte de pedir

    Sobre

    Cantora e compositora, ícone indie, feminista, mulher de Neil Gaiman, agitadora e mobilizadora de multidões online: Amanda Palmer é um retrato perfeito da boa conexão entre o artista e seu público.

    Após desligar-se de sua gravadora, Amanda recorreu ao então recém-lançado Kickstarter, site de financiamento coletivo, para conclamar os fãs a colaborar financeiramente para a produção do próximo álbum de sua banda. O projeto arrecadou mais de 1 milhão de dólares, recorde que chamou atenção tanto da imprensa como da indústria fonográfica. Desse episódio surgiu o convite para uma celebrada palestra nos TED Talks. O tema: saber pedir.

    Desdobramento inevitável da palestra homônima, o livro A arte de pedir trata essencialmente de recorrer ao outro, sem temor, sem vergonha e sem reservas. Por que não pedimos ajuda, dinheiro, amor, com a mesma naturalidade com que pedimos uma cadeira vazia num restaurante ou uma caneta, na rua, para fazer uma anotação? Pedir é digno e necessário, e é a conexão entre quem dá e quem recebe que enriquece a vida humana, defende Amanda. Longe de ser um manual sobre como pedir, o livro é uma provocação bem-vinda e urgente, que incita o leitor a superar seus medos e admitir o valor de precisar e doar ajuda, sempre.

    ?Amanda tem uma ligação direta com seu público ? um vínculo essencial para ambos.?Bono, vocalista da banda U2

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    Definido como

    Citações de A arte de pedir

    Quem consegue pedir sem sentir vergonha se enxerga como alguém que colabora — e não que compete — com o mundo.

    Realmente não há honra nenhuma em provar que você pode carregar sozinho todo o peso nas costas. É algo… solitário.

    Era essencial sentir gratidão pelos poucos que paravam para assistir ou ouvir, em vez de desperdiçar energia me ressentindo com a maioria que seguia em frente.

    Enquanto escrevia meu TED Talk, eu tinha em mente uma parcela muito precisa do meu círculo social: amigos músicos tímidos e desajeitados.

    E, quando a gente tem medo do julgamento dos outros, não dá para se conectar com eles. Ficamos preocupados demais com a tarefa de causar uma boa impressão.

    Um camponês está sentado na varanda de casa, à toa. Um amigo aparece para cumprimentá-lo e ouve um som medonho, um ganido agudo e prolongado, vindo de dentro da casa. — Que som pavoroso é esse? — pergunta o amigo. — É o meu cachorro — responde o camponês. — Está sentado num prego. — Mas por que ele não levanta e sai dali? — quer saber o amigo. O camponês pensa e então diz: — Ainda não dói o suficiente.

    Neil passou a me conhecer melhor. Eu tinha o mau hábito de querer sumir por completo durante alguns dias depois de qualquer despedida. Quando começamos a ficar juntos, eu não suportava o fato de ele querer ficar trocando mensagens de texto logo depois. Tipo, cinco minutos depois de dar tchau no aeroporto. Ele aprendeu a se adaptar à minha abordagem Fugir! Fugir! a cada vez que nos despedíamos, e eu estava tentando aprender a não desaparecer emocionalmente quando não estávamos juntos no mesmo espaço. Comecei a aprender como ele funcionava. Pensei em como poderia lhe assegurar que não o estava abandonando; apenas sentia uma vontade doida de ficar sozinha e poder trabalhar, pensar, fazer arte e mandar e-mails na solidão. Naqueles primeiros dias, a gente realmente se bicava, em escala monumental. Mas aos poucos fomos melhorando. Parei de achar que ele ia me aprisionar, e ele parou de achar que eu estava tentando fugir. A coisa era até poética: ele tinha problemas de abandono e eu tinha problemas de compromisso. Vai entender.

    Pedir é, em si, o elemento fundamental de qualquer relação. Constantemente e em geral de maneira indireta, muitas vezes sem falar, pedimos uns aos outros — aos chefes, aos cônjuges, aos amigos, aos funcionários — a fim de construir e manter as relações entre nós. Você me ajuda? Posso confiar em você? Você vai me ferrar? Posso meeeesmo confiar em você? E muitas vezes, por baixo disso tudo, essas perguntas derivam de nosso anseio humano, fundamental, em querer saber: Você me ama?

    Sei embaralhar, cortar e dar Mas não consigo uma boa mão Não consigo um monte de coisas Conto com sua compreensão Não sou especialmente tímida Mas nunca conheci um rapaz Que eu olhasse direto no olho E contasse os meus segredos em paz

    As limitações, em vez de restringir, podem expandir o fluxo criativo.

    Naquela mesma noite, mais tarde na cama, quando eu não esperava, ele me surpreendeu. ToMAHto. Cochichou no meu ouvido. SHEdule. Entreabri os olhos e gemi de prazer. E aí, parecendo muito satisfeito consigo mesmo, ele murmurou: BaNAHna.

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