É isso que você chama de amor à primeira vista? Amor é o que eu sinto por você, seu idiota! - Naquela época só existiam duas coisas no mundo: eu e meus dezoito anos. - Tenho outro tipo de tempo a lhe oferecer: o de eu passar na sua casa e ficarmos nos olhando em silêncio, isso mesmo, nos olhando em silêncio. - Não sei e tenho raiva de quem sabe o que significa esse “ficar”. Se minhas colegas são, problema delas! Mas eu não sou garota disso, entendeu? De ficar por aí “ficando”. Eu quero é um namorado, que com certeza não será você. - Então, quando sua imagem me vier à mente e a saudade der aquela agulhada que a gente só sente quando gosta de verdade, vou me imaginar abraçando-a. Mas não será o abraço desesperado de quem morre de saudades; nem o abraço cínico de quem não gosta da gente, mas finge que gosta; nem o abraço rápido e mecanizado dos cumprimentos educadamente frios – será um quente, lento, demorado, no qual encostarei os lábios ao pé do seu ouvido e direi sílaba por sílaba com a mais tenra das ternuras:
Sentimentalmente Burro
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