Trata-se da versão digitalizada do original manuscrito em 2015 pela senhorita Carolina de Carvalho Barros, quando tinha 7 anos de idade. A narrativa ilustrada conta a história da pequena Angela, que cresceu sofrendo bullying em razão de possuir cabelos cacheados, fase da história em que a autora já ilustra a menina entristecida ao passo que os colegas debocham de seus cachos, investidas que vão além das provocações, como a ocasião em que o tipo de cabelo da protagonista é alvo de depreciação explicita em uma frase no quadro da sala de aula. Em seguida, a narrativa dá um salto de 13 anos, até o aniversário de 18 anos de Angela, que tem sua comemoração de aniversário sucedida pelo que se figura como um martírio: a notícia de que entrará na faculdade. Um sentimento que para ela representa a potencialização de toda uma história de bullying que o passar do tempo só fez piorar. A moça então passa a investir na tentativa de reverter as mechas que tanto incomodavam, de maneira a apelar para cremes e até uma peruca. Entretanto, é o feito de conseguir libertar seu reino de uma terrível maldição o responsável pela própria libertação da jovem no que diz respeito a aceitar ela mesma, com seus belos cachinhos. Por sinal, ela acaba sendo premiada com a realização de um sonho que cultivava desde menina.
Angela: a Princesa Cachinhos
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