Três escritores do Panegírico Bar são assassinados na manhã daquele 13 de agosto. Mas a dor da população é aliviada por insólita benesse: as ruas amanhecem cheias de notas de 50 cruéis, o dinheiro do lugar. À tarde, pai e filha ? escritores - também são chacinados. São Mateus vira notícia nacional, notadamente pelo fato de o derrame de dinheiro continuar no fim de semana.
O Panegírico pertence a Inácio, apaixonado por literatura. Por sinal, dali a quinze dias, o Panegírico devia promover a segunda Flimates, famosa feira literária. Devia, porquanto Inácio precisa cancelá-la, pois o medo de serem mortos faz os convidados desistirem. Exceto o escritor brasileiro, o Sr. Artur Ronan Dore.
Neste ponto, o narrador despede-se dos leitores e lhes apresenta o Sr. Artur Dore. Artur assume o comando da narrativa, estabelece parceria com a delegada do caso e fica escrevendo a história em tempo real. Artur repassa-lhe as deduções ficcionais, e a delegada, as observações reais.
A suspeita de Artur recai em Socorro, romancista e namorada de Inácio. Inácio também. Inácio pensa, enxerga ?verdades? e conclui: Só pode ter sido a Socorro. Amo-a, mas vou matá-la. Terá sido a Socorro, mesmo? Teria sido o Paulinho, escritor frustrado e marido traído, visto a insuspeita e feminina esposa ter fugido com a empregada?
Uma palavra sobre o ?Quê?!?, o título do livro.
A história foi escrita com 66.301 palavras, mas sem o ?que?, tal qual esta sinopse. Existem 66 ?Quê?!?, mas formando parágrafos isolados. Eles transmitem estados mentais, tais como contentamento, medo etc.
Tome-se como ilustração este fato. A delegada está no apartamento com Artur, fica excitada, quer transar. Algema Artur, algema-se e caem na cama. O ?cego? Paulinho entra, senta-se, põe uma pistola em cada mão e espera o casal sair debaixo do lençol. A delegada apoia a cabeça no espelho da cama:
- Quê?!
- Levantem os braços. Não hesitarei em atirar, delegada.
Os amantes obedecem:
- Quê?!
Minha nossa! Estão algemados. Como conseguiram?
O Panegírico pertence a Inácio, apaixonado por literatura. Por sinal, dali a quinze dias, o Panegírico devia promover a segunda Flimates, famosa feira literária. Devia, porquanto Inácio precisa cancelá-la, pois o medo de serem mortos faz os convidados desistirem. Exceto o escritor brasileiro, o Sr. Artur Ronan Dore.
Neste ponto, o narrador despede-se dos leitores e lhes apresenta o Sr. Artur Dore. Artur assume o comando da narrativa, estabelece parceria com a delegada do caso e fica escrevendo a história em tempo real. Artur repassa-lhe as deduções ficcionais, e a delegada, as observações reais.
A suspeita de Artur recai em Socorro, romancista e namorada de Inácio. Inácio também. Inácio pensa, enxerga ?verdades? e conclui: Só pode ter sido a Socorro. Amo-a, mas vou matá-la. Terá sido a Socorro, mesmo? Teria sido o Paulinho, escritor frustrado e marido traído, visto a insuspeita e feminina esposa ter fugido com a empregada?
Uma palavra sobre o ?Quê?!?, o título do livro.
A história foi escrita com 66.301 palavras, mas sem o ?que?, tal qual esta sinopse. Existem 66 ?Quê?!?, mas formando parágrafos isolados. Eles transmitem estados mentais, tais como contentamento, medo etc.
Tome-se como ilustração este fato. A delegada está no apartamento com Artur, fica excitada, quer transar. Algema Artur, algema-se e caem na cama. O ?cego? Paulinho entra, senta-se, põe uma pistola em cada mão e espera o casal sair debaixo do lençol. A delegada apoia a cabeça no espelho da cama:
- Quê?!
- Levantem os braços. Não hesitarei em atirar, delegada.
Os amantes obedecem:
- Quê?!
Minha nossa! Estão algemados. Como conseguiram?