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    As divinas gerações

    Por Paulo Brabo
    Existem 15 citações disponíveis para As divinas gerações

    Sobre

    «O mais importante lançamento de 2013 de um autor brasileiro.» - Ricardo Quadros Gouvêa, professor do programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie

    «Paulo Brabo é provavelmente o mais brilhante e controverso teólogo brasileiro hoje. Sua obra anterior, A bacia das almas (Mundo Cristão, 2009), vendeu aos milhares, surpreendeu e chacoalhou a reflexão evangélica brasileira. Brabo, em seu novo livro, muito melhor, reflete com propriedade sobre os rudimentos da condição cristã, sobre a necessidade de retornar à religião de Jesus, soterrada no cristianismo por toda sorte de sistemas teórico-conceituais insatisfatórios. O que mais surpreende no livro é a beleza da expressividade, a estética acurada, a ironia divertida deste que é um grande mestre da palavra escrita.» - Revista Ultimato Online, «Os 12 livros de 2013 que os cristãos deveriam ler»

    Em que sentido a igreja "não representa" a posição da Bíblia a respeito do sexo? Por quais omissões nos julgarão os habitantes do futuro? Em qual auditório foram vistos juntos Jesus e Platão? Até que ponto o senso de justiça de cada época determina a imagem que fazemos da eternidade? O que o PT e o capitalismo têm em comum? Quem pode dizer de que lado da Singularidade estamos habitando?

    E se o amor for o único poder deste mundo que não tem como cair em mãos erradas?

    É da natureza humana conceber a eternidade como sendo povoada com as coisas que acreditamos ser de verdadeira importância nesta vida. O meio ambiente, a generosidade, a pureza religiosa, a história, a inteireza sexual, o amor: aquilo que consideramos digno de preservar pela eternidade fala de nós tudo que não conseguimos esconder.

    As divinas gerações é uma seleção dos textos arquivados no site do autor - baciadasalmas.com - entre 2009 e 2012. Uma primeira compilação, A bacia das almas (Ed. Mundo Cristão, 2009), ganhou o prêmio Areté 2010 nas categorias Livro do Ano e Melhor livro de contos/crônicas.
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    Citações de As divinas gerações

    Esta é a tentação oculta nas boas intenções de todos os fundamentalismos: aperfeiçoar um conceito pode representar uma luta, mesmo que inconsciente, pelo poder.

    Rebaixar-se à teologia, a uma esfera em que Deus é sistematicamente explicado conceitualmente, é tratar de efetivamente ocultá-lo.

    Um mundo mais justo não é aquele em que Deus pode exercer sem impedimentos o seu poder, mas um mundo em que os homens renunciem em favor uns dos outros à busca insensata pelo poder. Fiel não é quem pede a Deus misericórdia sobre si mesmo, mas quem concede misericórdia aos outros.

    Pode ser hora de lembrar que essa tendência de explicar minuciosamente os mecanismos das coisas, de eliminar todas as ambiguidades, de aplainar as contradições e definir conceitualmente cada aspecto da natureza e do caráter da divindade está completamente ausente… do Antigo Testamento.

    “A justiça admite exceções; o amor não admite exceção alguma.”

    o capitalismo tem uma só regra, mas é uma regra rígida: conforme-se. Não me interessa o quê, consuma.

    nos tornamos tão habituados às soluções da tecnologia que ficamos cegos ao fato de que estamos sendo aprisionados por elas.

    a chave da manipulação e da ruína da humanidade residirá na “criação de necessidades”.

    A tragédia está em que o amor não foi capaz de nos unir, mas a complacência universal com a injustiça nos tornou irmãos. Somos a máfia, e na máfia todos se cuidam, para que a máfia não tenha como mudar. Da máfia ninguém sai.

    Todos os que consumimos, de iPads a goiabinhas Piraquê, somos senhores de escravos.

    a resposta mais verdadeira pode residir na tensão entre os polos, não na resolução de um conflito.

    A fim de se garantir a sobrevivência de qualquer sistema, ser perdoado deve ser complicado.

    semear o medo torna as pessoas vulneráveis, e gente vulnerável pode ser manipulada.

    A perfeição conceitual ignora a complexidade da condição humana e recusa-se a considerar exceções: a perfeição formal é impessoal, desfigurante e desumanizante. O Filho do Homem, cujo mais apaixonado interesse era denunciar os mecanismos de desumanização que regem o mundo, não fez outra coisa que evitá-la (e desse modo denunciá-la) a vida inteira.

    Ao contrário de nós, Jesus não tinha medo de que as pessoas se recusassem a ter fé em Deus: o que ele temia era a conduta dos que afirmavam ter.

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