A comuna de Paris: 1871: origens e massacre
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A população de Paris quase dobrou durante os anos 1850 e 1860, de pouco mais de 1 milhão em 1851 para quase 2 milhões de pessoas em 1870.
Em sua maior parte, a Comuna não estava impondo a secularização ao povo de Paris. A forte associação da Igreja com as pessoas de recursos despertara a ira popular há muito tempo; o nascimento da Comuna simplesmente a deslanchou.
Desde o início, a Comuna sofreu com autoridades conflitantes e duas visões opostas da Comuna. De um lado, os proudhonistas, que eram anarquistas e, portanto, opunham-se à própria existência do Estado, viam a Comuna essencialmente como uma democracia popular e uma autonomia municipal. Os jacobinos, por sua vez, eram a favor de uma estrutura mais autoritária e realista que parecia cada vez mais necessária, considerando a situação militar desafiadora.
Paris não tinha o direito de eleger um prefeito. O cargo fora abolido em 1794 e novamente em julho de 1848.
A Guerra Franco-Prussiana os arrancara de suas ocupações normais e eles agora pareciam acreditar que nenhum líder era necessário num mundo de igualdade total, sem uma “classe governante” e no qual o tipo de luxo ao qual ele estava acostumado seria “um estigma”.