O Adolescente e o Outro (Passo-a-Passo Psicanálise Livro 37)
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Durante toda a sua infância, a criança tentou salvar o pai pois, como dito, a criança tem horror da castração do Outro sobretudo por esta remetê-la ao desamparo fundamental.
A separação em questão não é do Outro agora incorporado, mas dos pais imaginarizados e idealizados, e só poderá acontecer se a incorporação dos pais — como diria Freud a propósito do período que chamou de latência — tiver obtido êxito.
Toda criança idealiza de alguma forma seus pais, mas à medida que ela cresce, percebe aos poucos as suas falhas, de forma que o terreno vai se preparando para o processo de separação da adolescência.
É por ter herdado a posição desejante de seus pais que o adolescente também já não satisfaz as demandas deles.
Na realidade, a função paterna, muito antes de autoritária, sustenta a lei do desejo para o filho. Nessa medida, sua maior potência reside na capacidade de barrar as tentativas de se subjugarem os sujeitos, identificando-os com meros objetos a serem manipulados conforme o bel-prazer de um Outro cuja ferocidade pode ser da ordem do horror.