Ensaios sobre o conceito de cultura
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“Ter uma identidade” parece ser uma das necessidades humanas mais universais
A ideia de cultura foi uma invenção histórica instigada pelo impulso de assimilar, do ponto de vista intelectual, uma experiência inegavelmente histórica.
O que reúne os fenômenos culturais numa “cultura” é a presença dessa matriz, um convite constante à mudança, e não sua “sistematicidade” – ou seja, não a natureza da petrificação de algumas escolhas (“normais”) e a eliminação de outras (“desviantes”).
É da natureza das ideias que elas nasçam como heresias perturbadoras e morram como ortodoxias aborrecidas.
Pode-se mudar de um lugar para outro, mas não se pode levar o solo consigo, e não se pode tornar seu outro solo. Pode-se mudar de companhia, mas não mudar os próprios mortos – os ancestrais falecidos que são próprios, e não de outros; também não se pode transformar os mortos de outras pessoas em ancestrais.
Originalmente, na segunda metade do século XVIII, a ideia de cultura foi cunhada para distinguir as realizações humanas dos fatos “duros” da natureza. “Cultura” significava aquilo que os seres humanos podem fazer; “natureza”, aquilo a que devem obedecer.
A agonia da cultura, portanto, está fadada a uma eterna continuidade; no mesmo sentido, o homem, uma vez dotado da capacidade de cultura, está fadado a explorar, a sentir-se insatisfeito com seu mundo, a destruir e a criar.