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    1964: O Golpe

    Por Flavio Tavares
    Existem 7 citações disponíveis para 1964: O Golpe

    Sobre

    A queda foi rápida, mas a conspiração foi longa: o golpe de 1964 nasceu nos EUA. Livro que esmiúça a participação do governo dos Estados Unidos no golpe que levou à mais longa ditadura da nossa História e reconstrói sua gestação. Aqui estão as tramas secretas, os conluios e as tramoias com que a esquerda e a direita disputavam o controle do poder político e econômico, à sombra das pressões de Washington sobre o Brasil e a América Latina, em plena Guerra Fria. Flávio Tavares foi um observador atento a tudo isso. Como jornalista político em Brasília nos anos 1960, acompanhou passo a passo os acertos ou desacertos do governo João Goulart e conviveu com os com os principais personagens civis e militares da época. No dia 1º de abril de 1964, no Palácio do Planalto, testemunhou os derradeiros momentos do presidente Jango já em fuga e, agora, revela segredos guardados durante meio século. Mais ainda: 1964: o golpe reconstrói tudo em minúcias e revela como os Estados Unidos financiaram e apoiaram a conspiração, mobilizando até a frota naval pelo Atlântico, na Operação Brother Sam, em apoio aos golpistas. E como depois exigiram do Brasil uma milionária “indenização” pelo deslocamento da esquadra. Os documentos do governo dos Estados Unidos, aqui mencionados ou transcritos na íntegra, mostram como as fantasias do embaixador norte-americano exacerbaram os medos dos conservadores brasileiros e construíram o golpe ao longo de dois anos e meio.
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    Citações de 1964: O Golpe

    Ainda capitão, em 1937, redigiu o “Plano Cohen” – uma diabólica conspiração comunista que espalharia o terror pelo país, forjada pelo Serviço Secreto do Exército – que serviu de pretexto para o golpe branco do Estado Novo.

    Há muito, as Forças Armadas estavam divididas em termos políticos, mas ambos setores conviviam no estamento militar, mesmo um falando mal do

    Mourão foi o primeiro militar a conspirar escancaradamente, tal qual Júlio de Mesquita Filho e Carlos Lacerda foram os primeiros conspiradores civis a não guardar segredo do que faziam. (Ao transformar-se a conspiração em sedição e a rebelião vitoriosa em golpe de Estado e, logo, em governo, pouco a pouco os três acabaram por desiludir-se e se opor ao rumo autoritário que desembocou no militarismo opressivo e direitista da ditadura.)

    O golpe de 1964 deflagrou-se em 1961 no exato dia da renúncia de Jânio Quadros, a 25 de agosto daquele ano, antes de que o próprio Jango (em visita oficial à China comunista) soubesse que deixara de ser vice-presidente e passara a chefe do governo.

    Os disparos saem de todos os lados. E de ambos os lados, com diferentes armas, das legais às letais. Na direita, numa ofensiva programada, os conspiradores sabem onde querem chegar, têm um objetivo concreto – derrubar o presidente da República e arrasar todo o esquema que o levou ao poder em 1961. Estão organizados, agem nos subterrâneos. Na esquerda, os conspiradores disparam sonhos, abertamente sonham, num romântico namoro com a revolução das massas e a reforma social. Exibem-se muito e agem pouco.

    Em São Paulo, o general Kruel adere à rebelião de Minas, após longa conversa telefônica em que seu compadre Jango rejeita as condições que impõe para continuar leal ao governo: 1) declarar ilegal o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) e outros organismos, como o Pacto de Unidade e Ação e a UNE, e romper com “o sindicalismo pró-comunista”; 2) declarar publicamente seu repúdio ao comunismo e aos comunistas; 3) rever a quebra

    A crise que nesta hora se manifesta no país foi provocada pela minoria de privilegiados, que vive de olhos voltados para o passado e teme enfrentar o luminoso futuro que há de se abrir para a nossa democracia, pela integração de milhões de brasileiros, irmãos nossos, que serão incorporados à sociedade e libertados da penúria e da ignorância. […] Esses grupos, que tentam impedir o progresso do país e barrar a ampliação das conquistas populares, são comandados hoje pelos mesmos que ontem pregavam o golpe, ditadura e regimes de exceção; pelas forças e pessoas que causaram o suicídio do grande e imortal presidente Vargas; que foram responsáveis pela renúncia do meu antecessor e que procuraram impedir em 1950, 1955 e 1961 a posse de três presidentes eleitos. São essas forças que hoje se unem contra as reformas exigidas pelo povo brasileiro.

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