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    1942: O Brasil e sua guerra quase desconhecida

    Por João Barone
    Existem 14 citações disponíveis para 1942: O Brasil e sua guerra quase desconhecida

    Sobre

    Sucesso absoluto na lista de best sellers da revista Veja (edição 201324). Do alto da minha ignorância — e tenho 1,89m —, sempre achei que haviam sido as rajadas da metralhadora (aquele instrumento que sempre dá a mesma nota, ra-tá-tá-tá), bem como o rufar dos tambores (ou, claro, o da bateria), que tinham levado meu amigo João Barone a se apaixonar obsessivamente pela Segunda Guerra Mundial. Afinal, como eu, ele não deixa de ser um garoto que, além de amar os Beatles e os Rolling Stones, segue aguardando pela morte (de preferência lenta e dolorosa) dos masters of war. Mas, qual o quê! Foi somente quando cheguei ao final do primeiro e espetaculoso parágrafo desse livro que vim a descobrir que Barone é filho de um dos tantos João Silva que cruzaram o oceano e moveram montanhas para lutar contra a infâmia nazista e a sombra do totalitarismo mais repugnante que surgiu sob os céus.Sim, João de Lavor Reis e Silva foi um dos pracinhas da FEB que ajudou a tomar o Monte Castello das mãos dos “tedescos” e “chucrutes”, libertando parte da Itália e colaborando para que os servos de Hitler fossem, pelo menos naquele momento e local, varridos do mapa. Esse nosso João era um dos 25 mil brasileiros, muitos deles de perfil heroico, que tomaram parte numa das únicas guerras “dignas” na qual o Brasil se meteu. Sim, porque na escola nos ensinaram uma antiga lição: que nossa história é mansa e pacífica e somos a pátria do “homem cordial”. Bem ao contrário, a trajetória histórica do Brasil é repleta de sangue e suor, e abunda em conflitos sórdidos, nos quais, com exceção de algumas genuínas revoltas populares, o país jamais se furtou de exibir sua face cruel.Mas daquela vez não. Depois de muita hesitação, e dos volteios do que já foi chamado de “neutralidade interesseira” do ditador Vargas, o dramático torpedeamento de navios de passageiros em águas territoriais nacionais levou o Brasil a enfim declarar guerra à Alemanha nazista e a pegar em armas, mirando-as na direção certa. Para preencher as lacunas e reticências deixadas pela relutância de seu pai na hora de relembrar os terríveis episódios vividos por ele na Itália, Barone trocou as baquetas pelo teclado de seu computador. Ali, batucou furiosamente esse relato comovente, dinâmico, arrebatador e fluente.Escrevendo em “linguagem de dia de semana” (como diria nosso amigo comum, Pedro Bial), Barone oferta a seus leitores esse livro repleto de aventura, ação e reflexão. Ao fazê-lo, juntou-se ao exército de autores que, mesmo não tendo cursado História, está de prontidão para vir em seu resgate.É claro que ainda não dá para saber se ele vai subir ao topo das paradas — nesse caso, as tais “listas de mais vendidos” —, como tão galhardamente, e há mais de 30 anos, vem fazendo sua banda, Os Paralamas do Sucesso. Mas isso importa menos do que o prodígio aqui concretizado: um convite irrecusável para que o público letrado em geral, e a garotada fã dos Paralamas em particular, possa acompanhar, de olhos bem abertos, o momento em que o Brasil pegou em armas e lutou do lado certo. Afinal, nem sempre foi assim… Eduardo Bueno “A Segunda Guerra vista por João Barone, filho do pracinha João Silva, é a dos ‘aliados da emoção’. Poderia ser o nome de um novo conjunto pop, mas a bateria aqui é outra.” Joaquim Ferreira dos Santos “Faça como o João Barone, não esqueça a Segunda Guerra Mundial. Somos filhos dela, independente de nossas idades.” Alberto Dines “O que se narra aqui não é apenas o relato da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Apesar de o livro servir também como narrativa histórica impecável — e os historiadores que se cuidem, pois um baterista da linha de frente do rock brasileiro decidiu se entrincheirar pelo território inconstante da História —, o que se revela é a odisseia particular de um filho em busca do pai.” Tony Bellotto
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    Citações de 1942: O Brasil e sua guerra quase desconhecida

    Numa bizarra cerimônia realizada no Rio de Janeiro, com grande pompa e formalidade, em novembro de 1937, as bandeiras dos estados brasileiros foram queimadas numa pira em praça pública, na presença do chefe da nação, obedecendo-se a um típico roteiro da ritualística nazifascista.

    Havia um pessimismo generalizado, algo que resultou na frase que representava o pensamento sobre a FEB: “É mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil mandar soldados para a guerra.”

    “Não entendo vocês, brasileiros. Na minha terra, alguém com as importantes condecorações de guerra do major Apollo teria recebido, ao longo de sua vida, as maiores homenagens, o respeito e a gratidão de seu povo.”

    Certa vez, testemunhei uma situação em que certo cidadão insinuou, na frente do meu pai, que a FEB só tinha ido à Europa para passear. Meu pai não demonstrou qualquer reação. Depois de tanto eu e meus irmãos perguntarmos por que não reagiu às provocações, ele explicou calmamente que sua missão e de todos os outros colegas de guerra foi garantir o direito de um cara como aquele expressar sua opinião em liberdade. Grande lição.

    Prometendo grandes modernizações no país, o presidente Dutra abriu o capital brasileiro para empresas estrangeiras e implantou um plano de desenvolvimento nacional que incluía a construção de estradas, ferrovias e a prospecção de petróleo. No entanto, além da conhecida rodovia Presidente Dutra, pouco do que havia sido planejado se realizou. Os planos para estabelecer estradas e ferrovias no Brasil nunca foram implementados devidamente ao longo dos governos subsequentes.

    Foram salvos cerca de oitocentos homens, mulheres, jovens, velhos e crianças, até que em 1943 a Gestapo fechou a representação brasileira e prendeu todos os integrantes do corpo diplomático, enviados para um hotel-prisão em Godesberg, na Alemanha.

    O Nordeste brasileiro serviu como rota estratégica para o esforço de guerra Aliado, que não teria chegado à Europa Mediterrânea se não fosse pela conquista dos territórios ao norte da África e pela derrota dos italianos e dos alemães nessa região.

    o Brasil ainda sofre do mesmo problema que tanto dificultou a formação da FEB: a falta de infraestrutura. Naquela época, foi tão difícil e urgente constituir uma força militar para tomar parte na guerra quanto é difícil nos dias de hoje preparar o país para sediar uma Copa do Mundo, uma Olimpíada ou prevenir as enchentes das chuvas de verão (vale lembrar que o total de 916 mortes e 345 desaparecidos com as chuvas de 2011 no Rio de Janeiro — a maior tragédia nacional em perdas de vida — por pouco não superou os cerca de 1.500 brasileiros mortos na Segunda Guerra Mundial).

    Entre 1943 e 1944, Parnamirim se tornaria a base aérea americana mais movimentada do mundo, por onde passaram milhares de aviões, com mais de cem pousos diários.

    Sob um frio de quase zero grau, o soldado João Silva sentia as mãos enrijecidas depois de um dia inteiro segurando seu fuzil Springfield. Outro incômodo, contudo, parecia ainda maior: as placas de identificação continuavam geladas,

    Todos os anos, no dia 25 de abril, os italianos festejam o grande levante da resistência contra a ocupação alemã, conhecido como Dia da Liberação. E foi durante essa data que o Grupo Histórico FEB presenciou as várias homenagens que a população italiana até hoje presta aos pracinhas brasileiros, termo sempre pronunciado com reverência e emoção.

    A ópera do Danilo Entre as muitas ações e episódios fora do comum ocorridos com os pilotos brasileiros, o mais incrível foi protagonizado pelo tenente Danilo Marques Moura, irmão do comandante do grupo, coronel Nero Moura. De início, já é notável o fato de que a família Moura estivesse presente na guerra com três irmãos: o coronel Nero, o tenente Danilo e o capitão Osmar, que servia na FEB. No dia 4 de fevereiro de 1945 o tenente Danilo, que era chefe das viaturas do grupo, foi escalado para substituir um piloto da Esquadrilha Amarela, naquela que seria sua 11a missão. No retorno à base, depois de realizarem o bombardeio e a destruição do objetivo com sucesso, decidiram atacar um alvo de oportunidade: uma estação ferroviária perto de Verona, a histórica cidade escolhida por Shakespeare como palco para o drama de Romeu e Julieta. O capitão Joel Miranda, líder da esquadrilha, e Danilo mergulharam diante de uma forte e precisa artilharia antiaérea, que danificou seriamente os dois aviões. Joel saltou no limite de altitude para abertura do paraquedas e quebrou um braço, mas Danilo parecia rumar para a morte certa, pois seu avião estava sem controle, mergulhando e em baixa altitude. Mesmo assim, ele conseguiu saltar e escapou milagrosamente. Depois de se chocar violentamente contra o solo, com o paraquedas mal-aberto, Danilo feriu a língua, e não pôde falar direito por vários dias. O capitão Joel, bastante ferido, permaneceu escondido com os partigiani até o fim da guerra. Já Danilo resolveu dispensar a ajuda dos italianos e partiu sozinho, quando percorreu o longo caminho de volta até sua base em Pisa, distante cerca de quatrocentos quilômetros do local onde fora abatido, com o firme propósito de retomar a luta contra o Eixo o mais rápido possível. Danilo desprezou as instruções ensinadas nos manuais de sobrevivência que determinavam como agir uma vez abatido sobre território inimigo. Os pilotos deveriam apenas fazer contato com os partigiani e, com a ajuda deles, aguardar

    Apesar das muitas diferenças, uma grande afinidade entre Hitler e Stalin se encontra no fato de que ambos estão no topo da lista de maiores assassinos da história,

    Ninguém acreditava que, em algum momento durante a guerra, uma divisão inteira dos experientes soldados alemães se renderia aos caboclos brasileiros, algo absolutamente improvável, se alguém tivesse apostado meses antes. Mesmo o alto-comando Aliado se surpreendeu com o acontecido, pois nenhuma divisão alemã ainda havia se rendido integralmente para outra unidade Aliada na Itália. A FEB conseguiu um feito inédito, pois a 148a DI foi a única unidade alemã que se rendeu integralmente antes do armistício no teatro de operações italiano.

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