José Eduardo Franco CEPCEP - Universidade Católica Portuguesa O tema desta comunicação pretende ser a primeira síntese de um trabalho de investigação mais vasto que estamos a desenvolver sobre as relações entre a Companhia de Jesus e o Tribunal do Santo Ofício no século XVI-XVII em Portugal, no Brasil e no Oriente. Muita historiografia e literatura do século XIC e XX herdeira das polémicas antijesuíticas pombalinas apresentam-nos uma visão desfocada, porque fortemente radicalizada, da relação entre Jesuítas e a Inquisição. A corrente antijesuítica procurou acentuar a relação estreia, de intimidade mesmo, entre esta instituição judicial e os Padres da Companhia. O seu trabalho concertado entre estas duas instituições teria sido responsável pela decadência de Portugal e das suas colónias. Para rebater esta visão radicalizada par efeitos polémicos, a historiografia apologética filojesuítica procurou, por seu lado, acentuar a clivagem entre estas duas instituições, acentuando os antagonismo e as confrontações registadas entre ambas, numa perspectiva apologética-revisionista da história dos Jesuítas. Distanciando-se destas visões desfocadas da história por razões ideológicas, a nossa conferência pretende de uma forma crítica e interpretativa analisar%% à luz de documentação publicada e inédita, o percurso das relações entre estas duas poderosas instituições ao longo de dois séculos. Com efeito, tanto em Portugal, como no Brasil e no Oriente assiste-se a situações de cumplicidades e, ao mesmo tempo ou em períodos diferentes de confrontações entre membros da Companhia e o Santo Ofício.
A Companhia de Jesus e a Inquisição: afectos e desafectos entre duas instituições influentes […]
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