Andréa Lisly Gonçalves Universidade Federal de Ouro Preto O processo de construção do Estado Nacional Brasileiro caracterizou-se pela disputa de diferentes grupos em torno de projectos políticos divergentes, quando não antagônicos. Ao longo do período Regencial (1831-1840), essas disputas assumiram a forma de revoltas que eclodiram nas diversas regiões do Brasil. Dentre os grupos que se destacaram, pelo menos um identificava-se ao Antigo Regime não apenas por lutar pela manutenção dos privilégios dos quais seus membros se diziam portadores enquanto fidalgos, mas também pela eleição da Câmara Municipal como lócus privilegiado de poder político, pela disposição em mobilizar os setores populares e os escravos através de revoltas de cunho regressista e por fim, pelo menos no caso das lideranças mais expressivas, por ocuparem postos característicos da nobreza civil ou política, fosse nas Câmaras, fosse no comando das tropas auxiliares. Foi sobre a actuação desse grupo na Província de Minas Gerais que versou minha pesquisa de Pós-Doutorado em História (Universidade de São Paulo USP), desenvolvida no ano de 2004, cujas conclusões pretendo apresentar nesta comunicação
A «fidalguia escravista» e a constituição do Estado Nacional Brasileiro (1831-1837)
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