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    A história do Brasil em 50 frases

    Por Jaime Klintowitz
    Existem 14 citações disponíveis para A história do Brasil em 50 frases

    Sobre

    De tanto proferi-las, ouvi-las e repeti-las, já temos todas essas frases incorporadas ao nosso vocabulário cotidiano. Menos conhecido é quem disse o quê e também o contexto em que cada sentença foi pronunciada. Os autores deste fabulário brasileiro têm rostos, nomes, inspirações e histórias. Neste livro, as frases célebres servem de ponto de partida para contar, por um ângulo inesperado e revelador, a História de nosso país. Num texto leve informativo e saboroso Jaime Klintowitz explica, apresenta e convida o leitor a um passeio pelas veredas do Brasil. Um passeio que perpassa a ironia de nossa linguagem, a diversidade de nossa política, as maravilhas de nosso território e as descobertas de nossa literatura. No caminho, o autor oferece encontros com Euclides da Cunha, Fernando Collor de Melo, Jânio Quadros, Juscelino Kubitschek, Dom Pedro I, Pelé, Nelson Rodrigues, Getúlio Vargas, Lula o e muitos outros personagens que contribuíram para construir o mosaico da história brasileira.
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    Citações de A história do Brasil em 50 frases

    “Dou graças a Deus e espero nunca mais visitar um país de escravos.”

    A escravidão é outro paradoxo do jesuíta. Aguerrido na luta pela liberdade dos índios, Vieira considerava justa e necessária a servidão dos africanos.

    “Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem rouba. Eis o primeiro mandamento da moral pública.”

    “Quem relata e explica torna-se, muitas vezes, mais importante que o verdadeiro autor”,

    Aprovada pela Academia Brasileira de Letras em 18 de janeiro de 1923, a grafia Brasil tornou-se oficial por decreto federal de 14 de junho de 1931.

    Deodoro da Fonseca estava de cama, com febre alta e falta de ar, quando vieram chamá-lo na manhã de 15 de novembro de 1889. Dona Mariana, sua mulher, não queria deixá-lo sair de casa. Ele sofrera uma crise de asma e o médico recomendara repouso. Deodoro saiu assim mesmo, contrariando os dois, pois assumira o compromisso de derrubar a monarquia naquele dia.

    SOMOS O QUE FAZEMOS. NOS DIAS EM QUE FAZEMOS, REALMENTE EXISTIMOS; NOS OUTROS, APENAS DURAMOS.  Padre Antônio Vieira

    Costa Rego, redator-chefe do Correio da Manhã, titulou de “Os Milhões de Zweig” o primeiro de uma série de artigos arrasadores contra o escritor.101 Sugeria, obviamente, que o escritor embolsara milhões para escrever o livro.  O jornalista Alberto Dines, que estudou como ninguém a repercussão negativa da primeira edição, escreveu que, “como jornal algum ousaria criticar o governo por sua desumana política imigratória, atados que estavam pela censura e autocensura, restava o recurso do cochicho denegridor e viscoso”.  Em 1942, Zweig escreveu uma carta de despedida e se suicidou com a mulher, tomando uma dose fatal de barbitúricos.

    A frase célebre resistiu ao tempo e se integrou à memória coletiva: “Nem tão depressa que possam pensar que estou com medo, nem tão devagar que possa parecer provocação”. É citada como lição de sagacidade política e, também, como advertência contra a soberba em situações difíceis.

    As Cortes portuguesas não queriam apenas seu rei de volta. Pretendiam dar marcha a ré na história e reconduzir o Brasil à condição de colônia. Dom João VI tinha consciência da dificuldade de conservar seu trono. Sabia também que o Brasil, depois de ter hospedado a Corte e sido o coração de um reino unido, não se conformaria em voltar à condição de colônia.  Às vésperas do embarque, chamou Dom Pedro, que ficava aqui no papel de príncipe regente, e falou de seu temor de que as pressões das Cortes portuguesas fossem o estopim de uma rebelião emancipadora no Brasil. O seu conselho a Dom Pedro foi o melhor que um rei poderia dar ao herdeiro naquelas circunstâncias:  “Pedro, em tal caso, põe a coroa sobre a tua cabeça, antes que algum aventureiro lance mão dela!”72  Dom Pedro seguiu o conselho ao pé da letra.

    “Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.”85

    OS VIZINHOS MAIS PERIGOSOS SÃO OS MAIS ATRASADOS, ENFRAQUECIDOS PELAS DISCÓRDIAS CIVIS OU DESNORTEADOS PELAS AMBIÇÕES QUE A TIRANIA INSPIRA.  Barão do Rio Branco

    A ressaca seria menos dolorosa não tivesse sido precedida por otimismo exacerbado na capacidade da seleção. O Brasil se preparara para vencer. Conseguira ser a sede da Copa, construíra o maior estádio do mundo, fizera campanha brilhante, com vitórias esmagadoras, trucidando os suecos (7 a 1) e os espanhóis (6 a 1). O Uruguai, ao contrário, avançou aos trancos, sofrendo para não perder de seleções que o Brasil derrotara com tremenda facilidade. A celeste empatou com os suecos (2 a 2) e passou com dificuldade pelos espanhóis (3 a 2). Os jornais nacionais e também os do exterior davam como certa a vitória brasileira.  Antes do jogo, Obdúlio Varela, el gran capitán, forrou o banheiro reservado aos jogadores uruguaios com as páginas das manchetes antecipando a vitória do Brasil.

    Capistrano de Abreu (1853-1927) revolucionou a historiografia brasileira, mas hoje é pouco lido. O historiador é mais lembrado por ter personificado o erudito distraído e pela irônica proposta constitucional, um best-seller no ramo das citações brasileiras. O próprio Capistrano repetia a anedota e acabou por formular uma variante: Artigo 1º: “Todo brasileiro deve ter vergonha na cara”. Artigo 2º: “Revogam-se as disposições em contrário”.

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