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    A Insurreição Pernambucana de 1645

    A Insurreição Pernambucana de 1645

    Por José Gerardo Pereira

    Sobre

    José Gerardo Pereira Faculdade de Letras - Universidade de Lisboa A Restauração da independência de Portugal ocorre numa conjuntura internacional complexa, em plena Guerra dos Trinta Anos, em que o rei português D. João IV tinha de apoiar-se nos inimigos da Espanha- os estados protestantes, entre os quais a Holanda- e também na França, dividida entre o catolicismo e o protestantismo. Logo em Janeiro de 1641 são iniciadas as negociações com a França, de Richelieu, que se concluem em 1 de Junho com o Tratado Luso-Francês. No mesmo mês, Portugal e as Províncias Unidas celebram um Tratado de aliança ofensiva e defensiva contra a Espanha e um acordo de tréguas por dez anos nas suas colónias. Mas, aproveitando-se das tréguas, e antes que a ratificação das mesmas pelo Rei de Portugal se publicassem no Brasil, Maurício de Nassau, por incumbência da Companhia das Índias Ocidentais, manda ocupar Sergipe e Maranhão. Esta quebra do tratado causou alarme em Lisboa, e no Brasil provocou fortes reacções que levaram à eclosão da revolta do Maranhão em Setembro de 1642. Dois anos depois, Maurício de Nassau embarcava, de regresso à Holanda e, em pouco tempo, tornou-se notória a falta  do seu espírito moderador em Pernambuco, quando crescia o movimento conspiratório. O governo holandês, com sede no Recife, governava Pernambuco desde 1630, e a sua acção vinha a tornar-se opressiva para a população, não apenas pelo confisco de engenhos de açúcar, mas também pelas diversas imposições de ordem económica, fiscal e política que se sucediam. As difíceis condições de vida dos moradores foram narradas por autores do século XVII, alguns dos quais foram testemunhas de factos. Com o agravamento da situação em Pernambuco, o movimento dirigido por João Fernandes Vieira assume a conjura contra o poder holandês, num compromisso de honra assinado em 23 de Maio de 1645 por dezoito moradores insurgentes. Os Estados Gerais das Províncias Unidas reagem exigindo a Portugal o cumprimento da trégua e, então, o Rei ordena a suspensão da luta iniciada pelos insurgentes pernambucanos. [...]
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