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    A lição de anatomia do temível Dr. Louison

    Por Enéias Tavares
    Existem 10 citações disponíveis para A lição de anatomia do temível Dr. Louison

    Sobre

    VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA A LIÇÃO DO DOUTOR?

    1911. Porto Alegre. Dirigíveis gigantescos dominam o céu. Abaixo, o vapor cinzento dos bondes, das fábricas e dos estaleiros ao redor soma-se à fumaça dos charutos, dos cachimbos e das cigarrilhas. Vozes robóticas, barulho de hélices e maquinários misturam-se ao alarido do povo.
    De um Zepelin, desembarca Isaías Caminha, um jornalista carioca enviado à cidade para escrever uma matéria sobre o assassino em série Antoine Louison, que há poucos dias assombrava o local com um verdadeiro show de horrores: a exposição dos órgãos de suas vítimas.
    A aventura começa depois que o Dr. Louison, finalmente capturado e preso no hospício, desaparece misteriosamente de sua cela de segurança máxima sem deixar vestígios. Nesta busca pelo paradeiro do assassino, Isaías e um grupo de investigadores ainda vão topar com conhecidos do Dr. Louison, pertencentes a uma sociedade secreta de intelectuais, chamada Parthenon Místico, que estão dispostos a tudo para defendê-lo e desmascarar os criminosos.
    Esses amigos de Louison são alguns aclamados personagens da literatura brasileira, em brilhante reinvenção: Rita Baiana e Pombinha, de Aluísio Azevedo, Simão Bacamarte, de Machado de Assis, Solfieri, de Álvares de Azevedo, entre outros.

    Sobre o autor:
    Enéias Tavares tem 32 anos e mora em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. É doutor em Letras e especialista nos Livros iluminados de William Blake. Pesquisador, tradutor e escritor, leciona literatura clássica na Universidade Federal de Santa Maria. De ficção, publicou As idades do homem na Coletânea 40, da editora Libretos. Escreve à noite e à luz de castiçais.

    Indicado para fãs de mistério e da temática Steampunk ? que narra histórias ambientadas no passado, mesclando-as com elementos tecnológicos e modernos que não deveriam existir naquele período histórico, como nos clássicos de Julio Verne.
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    Citações de A lição de anatomia do temível Dr. Louison

    Como começa o amor? No olhar do amante, lançado sobre a totalidade de tudo o que julgamos ser? Como termina o amor? Da constatação de que ele não passa de uma ideia, plantada em nossos cérebros por poemas, livros, romances? Uma ficção de homens que o imaginaram fulgurante? Termina ele quando seres como eu recusam-no, exilam-no, ao abraçar o desejo e o intelecto?

    A vingança, muito menos, não é um prato frio ou uma bebida quente. A vingança é apenas uma droga que intoxica por breves momentos, poluindo e contaminando o corpo aos poucos. E seu gosto é deveras amargo.

    A religião do crucificado tem lá o seu valor, senão enquanto verdade, enquanto metáfora. Somos todos como ele, pregados numa estaca e deixados para morrer, entre outras criaturas igualmente flageladas. Queremos água, e nos dão vinho avinagrado. Queremos palavras de boa sorte, e nos furam o bucho com uma lança. Queremos presentes, e nos tiram as roupas, jogando jogos de sorte e azar. Queremos um pai que nos abrace e temos apenas o nosso abandono.

    As grandes viagens, meu querido, não são externas. As grandes jornadas são sempre internas, alma adentro.”

    Notícias reais não vendem jornais, cantava o mulato de cima do morro…

    “Medo, Isaías, é aquilo que os homens sentem quando não estão vivendo.

    ver o fundamental artigo de minha autoria publicado no Anuário de Medicina de Lisboa, Nov/1883, “Fixação anal e oral em relação ao coito interrompido: loucura, masturbação e divergências étnicas no caso de Maria Mulatinha”.

    Porto Alegre surgia monstruosa, como uma explosão doentia e mutante, nascida da liquidez qual assombro evolutivo.

    Gravação robótica do diálogo do doutor Simão Bacamarte com o prisioneiro Antoine Louison

    sabemos muito do mundo e bem pouco de nós próprios. E como poderia ser diferente? As grandes viagens, meu querido, não são externas. As grandes jornadas são sempre internas, alma adentro.” “O que eu devo fazer?” E agora

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