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    A natureza humana existe: e como manda na gente

    Por Francisco Daudt
    Existem 9 citações disponíveis para A natureza humana existe: e como manda na gente

    Sobre

    A natureza humana existe - e como manda na gente mostra o que os psicólogos evolucionistas defendem: que somos 50% genética e 50% criação - mas, como sabemos tão pouco a maneira como a natureza manda em nós, o livro percorre essa trilha, em pequenos ensaios onde informação e humor se misturam, para termos mais noção de como somos movidos pela natureza, sem percebermos. É necessário afirmar que a natureza humana existe? Infelizmente, para a maioria dos estudiosos de história, sociologia, pedagogia, psicologia e... psicanálise, sim, é necessário. Eles acreditam que o ser humano é uma "criação em separado" do resto dos animais, nascidos como uma página em branco, sem programações de base, e que somos oque a cultura escreve nela. Este livro defende que, como acontece com os outros animais, na verdade, há algo forte direcionando o que pensamos ser a "nossa identidade": a mãe natureza.
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    Citações de A natureza humana existe: e como manda na gente

    “altruísmo recíproco”: faça-me algum bem, e eu terei vontade de retribuir (e se bancar o esperto, se não retribuir, eu vou me afastar de você, pois percebi que você é do tipo “leva vantagem”),

    “Ninguém faz o mal voluntariamente, mas por ignorância, pois a sabedoria e a virtude são inseparáveis”.

    Não dê nada aos filhos que eles não queiram muito, que não peçam muito e que não façam por onde. Ensinem-lhes a dirigirem suas vidas.

    “A morte é um momento, e não me roubará da vida nada mais do que ela é, seu momento.”

    “mais triste do que ter saudades é não ter do que ter saudades”.

    O único remédio para o vício continua sendo a danada da abstinência.

    Mas o objetivo aqui é seguir o princípio exposto por Spinoza (filósofo holandês do século XVII) de que a liberdade consiste em conhecer os cordéis que nos manipulam. É a única coisa que nos dá alguma margem para dirigir nossas vidas. E os nossos genes são grandes puxadores de cordéis.

    O sentimento de culpa mistura vergonha com arrependimento e supõe certa integridade moral de quem o tem. É sabido que os psicopatas passam-lhe ao largo, apesar de a ele não serem indiferentes. Ao contrário, desafiam-no. Mas é principalmente uma crença cultivada por culturas controladoras, que vai sendo absorvida pelo programa superego (aquele crítico que carregamos no cérebro) até se tornar parte de nossa identidade. É um caso de “identificação por imposição”. Lembro-me bem que as regras da Igreja católica para categorizar algo como pecado incluíam pleno conhecimento da transgressão, livre-arbítrio para fazê-la e um momento de “dane-se, vou fazer”. Se nós fôssemos bem atentos ao catecismo (e soubéssemos nossa taxa de livre-arbítrio), não seríamos tão assíduos ao confessionário. Mas à instituição, não interessava nem um pouco a discussão dos meios, pois ela lucrava e prosperava com a culpa: o bobalhão acreditava no seu livre-arbítrio, desconsiderava sua explosão hormonal da adolescência e considerava-se criminoso por ter se masturbado ou mesmo por pensamentos contra a castidade. Confessava seu crime. O padre, pelo ato da absolvição e pela penitência imposta, endossava que havia crime de fato, e lá ia o jovem, livre para pecar outra vez. Ouvi dizer que a Igreja não considera mais a masturbação como pecado mortal. Numa festa do colégio Santo Inácio em que me formei, apresentei esta questão ao nosso antigo padre prefeito: “E aqueles que morreram em pecado antes da mudança da lei? Queimam no inferno assim mesmo?” Ele, que não tinha cacife intelectual para uma resposta teológica, e pressionado pela gargalhada dos colegas, disse-me que eu já havia bebido vinho o bastante. Fato é que, como instrumento de dominação, a nossa espécie não inventou arma melhor. A Igreja usa e abusa dela, e se mantém por dois mil anos. Você pode fazer com que uma pessoa se ajoelhe, submissa, sob a mira de um revólver. Mas, se ela tiver oportunidade, revidará. Uma vez senti

    O choro é um resíduo do nosso tempo de crianças, quando nossas dificuldades não podiam ser expressas em palavras, éramos impotentes diante dos incômodos, da dor, da fome, da raiva. Quando essa impotência se repete, choramos. De resto, choramos de pena de nós mesmos.

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