Em seus poemas, Lílian Paula rasga o verbo e abusa dos predicados. Ela escreve palavras negras em papel branco, mas não acredita em hierarquias de branco sobre negro ou vice-versa. Ela crê em um futuro em que não precisaremos escolher entre o preto ou o branco, em que ler um livro escrito por uma mulher negra será prática rotineira. Um futuro em que indivíduos pretos e brancos sejam valorizados pelo o que são e não de acordo com a quantidade de melanina que possui na pele. “Quem sabe um dia o discurso em cores / e não mais em preto ou branco?” Os desejos de Lílian Paula, representados em seus poemas, podem parecer utópicos demais. Mas o que seria dessa vida sem utopia? (Franciane Silva)
A palavra em preto e branco
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