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    A prisioneira

    Por Marcel Proust
    Existem 12 citações disponíveis para A prisioneira

    Sobre

    Marcel Proust, um dos maiores nomes da literatura mundial, morreu antes de ver completamente publicada sua maior obra, "Em busca do tempo perdido", uma história composta por sete volumes, cujos três últimos foram lançados postumamente. A prisioneira, quinto livro da coleção, foi um dos títulos publicados segundo a edição do irmão de Marcel, Robert. Na versão original, nem todos os textos do escritor que compunham o volume foram contemplados, trechos que entraram apenas nas edições mais recentes de sua obra.
    Relançado no Brasil, "A Prisioneira" mantém a tradução original feita pelo poeta Manuel Bandeira, junto com Lourdes Sousa de Alencar, para a antiga Globo de Porto Alegre. A revisão dos textos e sua atualização, bem como seu posfácio, ficou a cargo da professora Olgária Matos. O prefácio, as notas e o resumo são assinados pelo professor Guilherme Ignácio da Silva, especialista em Proust.
    Neste quinto volume, estão em foco o relacionamento do herói com Albertine, sua amante. Se antes a trajetória do narrador se dava nos aristocráticos salões do Fauburg Saint-Germain, esta história encerra seu foco na vida em comum dos amantes em seu apartamento localizado em Paris. O amor e o ciúme se mesclam ao longo da narrativa de uma relação marcada por possessividades e inseguranças, dos quais ambos os personagens tornam-se prisioneiros.
    Proust é uma das estrelas mais brilhantes de uma constelação em que lhe fazem companhia Flaubert, Joyce e Kafka. Foi quem expandiu até o limite as possibilidades prismáticas do parágrafo, ao mesmo tempo em que criava um poderoso instrumento de investigação psicológica, só comparável ao fluxo de consciência de Joyce e às pesquisas de Freud.
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    Citações de A prisioneira

    Ela era capaz de me causar sofrimento, mas de nenhum modo alegria. Só pelo sofrimento subsistia o meu aborrecido apego.

    Habitualmente detestamos o que nos é semelhante e nossos próprios defeitos vistos de fora nos exasperam.

    Se fôssemos só membros, como pernas e braços, a vida seria suportável; desgraçadamente trazemos em nós essa viscerazinha a que chamamos coração,

    O ciúme nada mais é muitas vezes do que uma inquieta necessidade de tirania aplicada às coisas do amor.

    O verossímil, a despeito do que o mentiroso imagina, não é de todo verdadeiro.

    Uma vez descoberto, o ciúme passa a ser considerado por aquela que é objeto dele como uma desconfiança que autoriza a enganar.

    seu sono, à beira do qual eu me perdia em cismas, com deliciosa volúpia, de que não me cansava nunca, de que poderia gozar indefinidamente, era para mim toda uma paisagem. Seu sono punha ao pé de mim algo tão calmo, tão sensualmente delicioso quanto, na baía de Balbec luzindo mansa como um lago, aquelas noites de plenilúnio em que os galhos mal se movem, em que, estirados na areia, escutaríamos sem fim o quebrar do refluxo.

    E no momento em que meu ouvido recolhia aquele rumor divino, parecia-me que era, condensada nele, toda a pessoa, toda a vida da encantadora cativa, ali deitada diante dos meus olhos.

    se a vida não ocasiona mudanças em nossos amores, nós mesmos nos encarregamos de ocasioná-las

    só se ama aquilo em que se requesta alguma coisa de inacessível, só se ama o que se não possui,

    todos os amores e todas as coisas evoluem rapidamente para o adeus.

    A realidade é a mais hábil das inimigas. Desfecha os seus ataques nos pontos de nosso coração onde não os esperávamos, e onde não tínhamos preparado a defesa.

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