Quem nunca se perdeu a ponto de ter que enfrentar a dolorosa pergunta: como posso recuperar minha alma? Isso acontece quando nosso corpo caminha pelo tempo a passos rápidos, mas nosso espírito é deixado para trás fadado a se arrastar na tentativa inútil de acompanhá-lo. Só reparamos a falta depois de um longo caminho, quando tudo parece insignificante, a sensibilidade nos deixa na mão e os estragos já foram feitos. É nessa hora que olhamos para trás e não vemos mais nada, apenas um completo vazio sem sentido.
Alex quer descorbrir a resposta para a pergunta, afinal ele foi mergulhado em uma rotina de trabalho insuportável, em amizades ordinárias e em um namoro insignificante. Quando amarrado à rotina sádica, já conformado com sua condição precária, novos eventos surgem como uma provocação ao espírito adormecido do jovem. Nesse momento, ele sente a juventude novamente surgir por dentro de seu corpo. Mas ele não está só, há também uma massa de jovens desmotivados por uma época de valores tão insignificantes quanto a vida de Alex. Juntos encontram-se ávidos por mais: mais voz, mais respostas e mais caos. Ele não pode perder a oportunidade de se sentir vivo novamente, de fazer a diferença ou de, simplesmente, bagunçar tudo. Alex precisa, meramente, de mais vida seja pelo amor ou pela dor. Para isso irá se expor às experiências que poderão levá-lo ao que há muito tempo perdeu, mas quais serão as consequências que o aguardam?
É esse o contexto dessa história fascinante que narra, em um curto espaço de tempo, a romântica ruína do herói saturado juntamente com a sociedade e a tentativa de se elevar novamente. Alex precisa se descobrir para conseguir lidar com os demônios de sua mente, para isso precisa lidar com os outros: as amizades, os amores e, até mesmo, as pessoas que detêm sua antipatia. A solução está nas relações entre Alex com os outros, porém o que acontece quando os outros são tão problemáticos quanto ele?
A Rapsódia do Rei Alex
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