O argumento do prazer catártico como única consequência possível do ato de leitura foi uma estratégia de defesa necessária contra censuras de ordem moral e religiosa, mas, a partir do momento em que a discussão acerca do literário se cristaliza por medo da censura, impedindo que se investigue além do prazer e da catarse, o diálogo acadêmico perde o contato com o mundo e com a ética.
Deste modo, este ensaio pretende deixar claro de que modo as teorias literárias toleram discussões sobre aspectos psicológicos, sociológicos e ideológicos do texto, desde que não ultrapassem os limites impostos pela defesa estética: a capacidade total de influência da obra literária sobre o leitor tornou-se assunto proibido.
Deixando estes velhos traumas de lado, este trabalho abordará as influências da obra literária sobre os padrões de pensamento e ações do leitor, rompendo com o pacto de não discutir todos os possíveis efeitos, incluindo os violentos e perniciosos, do ato de leitura.
A traição do prazer: a guerra entre a moral e o prazer na literatura
Sobre
Talvez você seja redirecionado para outro site