Almirante Nelson: o homem que derrotou Napoleão
Existem 7 citações disponíveis para Almirante Nelson: o homem que derrotou NapoleãoSobre
Talvez você seja redirecionado para outro site
Um sistema em que os que detêm o poder escolhem os que vão ocupar os cargos é intrinsecamente corrupto. Desde os mais altos escalões até às camadas sociais mais baixas a desonestidade era a regra. A baixa
despeito de seus enormes defeitos – o período do terror foi uma clara demonstração de que os revolucionários, quando no poder, especialmente quando o poder não tem contrapesos, comportam-se tão mal ou pior do que aqueles que foram tirados do poder – ou até mesmo por causa dos excessos que praticou, a Revolução Francesa ocupa um importante lugar no imaginário universal, sendo uma referência sempre que os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade estão em foco.
Foi também estabelecido que os estados constituintes da nova Federação teriam grande autonomia e seriam regidos por uma constituição política em que se consignavam os direitos individuais dos cidadãos e se definiam o equilíbrio entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, de modo que nenhum predominasse sobre os outros.
Essas ideias iriam inspirar o outro grande movimento libertário da época que estamos considerando: a Revolução Francesa de 1789.
Na verdade, a fraternidade, tão difícil na prática devido à natureza do homem, seria o único elemento capaz de conciliar os outros dois da trindade revolucionária.
Um sistema em que os que detêm o poder escolhem os que vão ocupar os cargos é intrinsecamente corrupto. Desde os mais altos escalões até às camadas sociais mais baixas a desonestidade era a regra. A baixa qualidade moral do príncipe de Gales, que se reconhecia escravo das mulheres e do vinho, não representava problema maior para a aristocracia cujo procedimento era semelhante. Os camponeses, pelas características inerentes ao trabalho agrícola, obedeciam ao velho código moral, mas o proletariado nascente, dentro das limitações impostas pelos míseros salários, seguia os vícios dos citadinos mais abastados. Jovens proletárias vendiam o corpo para aumentar os seus minguados rendimentos.
O rei, apoiado por seu gabinete de ministros, escolhidos entre os membros do Parlamento, exercia o poder executivo: embora teoricamente ele pudesse escolher os membros do Gabinete, na prática ele chamava o líder do partido vitorioso nas eleições e este, na qualidade de primeiro-ministro, indicava ao rei os membros do Parlamento para o Gabinete. Os membros do Gabinete, ministros, eram responsáveis por suas ações diante do Parlamento e dele dependiam para a obtenção de recursos para suas pastas.