Amores que matam
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Nas relações dependentes, como em todo o comportamento dependente, tudo se transforma em urgência.
As codependentes têm dificuldade para responder “não sei”, “tenho que pensar”, “vou avaliar melhor e lhe respondo”. É muito simples “apressá-las” e direcioná-las para que assumam a urgência do outro.
O processo de poder escolher o que é oferecido e de negar o que se deseja fazer para satisfazer o outro é, sem dúvida, um dos pontos mais difíceis do trabalho de recuperação.
Terá que trabalhar o seu terror à solidão e perceber que não pode pagar qualquer preço para acreditar que tem uma vida a dois.
No começo do capítulo, dizíamos que o casamento parecia ter efeitos protetores para a saúde das pessoas em comparação com o isolamento. No entanto, esses benefícios parecem ser mais fortes para os homens do que para as mulheres. Sob o risco de parecer feminista, essa hipótese tem sustentação no fato de que as mulheres, pelo seu papel de cuidadoras, tendem a se ocupar de maridos e filhos quando estão em família e a descuidar de si mesmas. Ao contrário, quando vivem sós, cuidam mais de si mesmas do que os homens na mesma situação.
“Quando não sei o que fazer, não faço nada”, dirão em coro as integrantes, tentando frear a compulsão e a ação.
Elas pedem provas de amor, e eles se entediam. Os homens parecem negar mais o conflito, por isso elas costumam ser as porta-vozes e as que começam com a exposição das dificuldades. As formas de resolver os conflitos são diferentes: as mulheres tendem a falar tudo, enquanto os homens querem rapidamente dar a discussão por encerrada. Não escutam os argumentos da companheira e ameaçam ir embora se a briga prosseguir. Essa conduta evasiva é irritante para elas, que querem seguir com a discussão até o final para chegar a algum acordo.