Comecei com esta história antes de ter meu primeiro computador. Queria um personagem que fosse um anti-herói por natureza e falar de gente que quer fazer algo que está na moda só para fazer sucesso mesmo sem ter noção nenhuma daquilo. Acabei escolhendo um personagem que queria ser escritor. Muito mais pela fama do que por qualquer outra coisa. O curioso é que comecei esta história três vezes. Na primeira, Jânio era um intelectual com muito conhecimento teórico e incapaz de escrever algo atraente. Mas a história não aconteceu. Anos depois, já com o primeiro computador, tentei de novo. Já não era mais o cara com tanto conhecimento, era mais anti-herói, mas me pareceu caricato. A história não aconteceu de novo. Passados alguns anos, apareceu um concurso literário. Eu teria três meses para escrever algumas poucas páginas. Gastei mais um ano e consegui 16 capítulos. Desta vez Jânio se tornou o anti-herói que eu queria. Incapaz de estudar, enrola no serviço, inconstante, mas se tornou um real. Claro, para ser anti-herói, passa por algumas situações cômicas, algumas ridículas, outras com ironia crítica e algumas de humor gratuito. Mas consegui as duas coisas que queria: ele é um personagem bem construído e o livro é irônico mas com consistência. Algo possível com uma década de correções no texto.
Não foi programado nem intencional, mas escrever os livros da série A Outra Página me permitiu treinar algumas técnicas narrativas para realizar outras coisas. Estou próximo de publicar outro livro, agora com menos humor gratuito e com muito mais ironia crítica. Gastei os últimos anos nisso e, assim que resolver a publicação do livro de contos, virá o segundo da série A Outra Página.
Um pequeno alerta. Alguns leitores procuram este livro pensando que se trata de um manual para quem quer ser escritor. Bom, isso ele não é. Ele narra a história de um sujeito atrapalhado que queria ser. Há técnicas narrativas elaboradas, personagens bem definidos, principalmente os do foco principal, e uma ambientação bem feita. Talvez sirva de modelo ou de estudo, mas não é um manual de instruções. É um romance.
Mais em: http://joaostrabelli.wix.com/a-outra-pagina
Não foi programado nem intencional, mas escrever os livros da série A Outra Página me permitiu treinar algumas técnicas narrativas para realizar outras coisas. Estou próximo de publicar outro livro, agora com menos humor gratuito e com muito mais ironia crítica. Gastei os últimos anos nisso e, assim que resolver a publicação do livro de contos, virá o segundo da série A Outra Página.
Um pequeno alerta. Alguns leitores procuram este livro pensando que se trata de um manual para quem quer ser escritor. Bom, isso ele não é. Ele narra a história de um sujeito atrapalhado que queria ser. Há técnicas narrativas elaboradas, personagens bem definidos, principalmente os do foco principal, e uma ambientação bem feita. Talvez sirva de modelo ou de estudo, mas não é um manual de instruções. É um romance.
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