António Lopes Eduardo Frutuoso Paulo Guinote O objectivo central desta comunicação passa pela apresentação de uma reconstituição do movimento das frotas e navios entre Lisboa e os portos da costa brasileira desde o período pombalino até ao período pós-independência do Brasil. Esta reconstituição, embora enquadrada num conjunto de estudos anteriores, baseia-se na exploração sistemática dos Livros do Marco dos Navios depositados no Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Lisboa, correspondendo a uma visão condensada dos materiais disponibilizados na obra O Movimento do Porto de Lisboa e o Comércio Luso-Brasileiro (Lisboa, 2001) e complementada com novas pesquisas naquele arquivo sobre o movimento de navios portugueses no Atlântico. Para além da reconstituição quantitativa das frotas do Brasil e da identificação dos navios que as formaram, no intervalo cronológico mais alargado que nos foi possível, no sentido de obter uma evolução de média-longa duração que inclua momentos-chave das relações políticas e comerciais entre o Brasil e Portugal, procurou-se ainda proceder a uma análise da tonelagem da mercadoria transportada, à identificação dos comandantes e/ou mestres envolvidos e à comparação entre o movimento do porto de Lisboa e o de outros portos do Continente, assim como à contextualização do trânsito de navios para o Brasil no âmbito do movimento de embarcações para os outros destinos do Império português de então, nomeadamente para África e o Oriente. Este é um trabalho que se destina fundamentalmente a facultar um moroso trabalho de pesquisa e uma massa de informação bastante assinalável, respondendo aos desafios lançados por V. M. Godinho, Virgínia Rau ou Frédéric Mauro há cerca de meio século, e que ainda continuam actuais, no sentido de proceder à seriação da informação disponível sobre as viagens oceânicas realizadas no tempo da Expansão Europeia, em geral, e portuguesa, em particular.
As frotas do Brasil no Atlântico de final de Antigo Regime
Sobre
Talvez você seja redirecionado para outro site