Antónia Silva Mota Universidade Federal de Pernambuco Aborda-se aspectos da cultura material, no momento áureo da economia agroexportadora. A partir da segunda metade do séc. XVIII, deu-se uma intensa movimentação populacional: portugueses que chegaram para explorar a nova fronteira agrícola, trazendo inúmeras etnias africanas para o trabalho nas lavouras. Estas culturas se encontraram com as populações nativas, ainda com forte presença na região. A análise dos testamentos e inventários post-mortem manifesta o aumento do nível da fortuna das famílias, aliado a uma intensa concentração de renda, marca das economias escravistas-exportadoras. A maioria dos proprietários rurais era absentista, tendo como local de moradia a cidade portuária de São Luís. Eles direcionaram a riqueza acumulada para gastos ligados ao mundo urbano%% como mostra o espólio das elites, onde se sobressaem as portentosas casas de moradia e o refinamento do mobiliário, das louças, roupas e adereços. O que contrasta com a precariedade do viver da maioria.
Aspectos da Cultura material e inventários post-mortem da capitania do Maranhão, séculos XVIII e XIX
Sobre
Talvez você seja redirecionado para outro site