"Era uma daquelas tardes em que o sol faz mais do que simplesmente atravessar a copa das árvores, faz mais do que apenas iluminar com fogo um espaço escuro, mas invade terra de tal forma que seu lençol de luz cobre todos os espaços; possíveis e impossíveis. Desde que em meio aos raios, dançavam todas a coisas, as folhas e os seres. Entrelaçavam-se as sombras e os lugares abertos, livres, todos. Nada ou ninguém podia escapar daquele ar de conforto, calor e calma harmonia, daquele ar quente que se espalhava em meio à fresca brisa que fazia balançar as árvores. Uma brisa marítima. Nada escapava."
Ele tenta escrever. Ela colhe frutos. Derruba-os e corre. Derrama a tinta sobre o papel em branco e corre. A morte do sol. Todos os olhos do mundo na morte do sol. Alguns brindam; outros, renascem.
Ele tenta escrever. Ela colhe frutos. Derruba-os e corre. Derrama a tinta sobre o papel em branco e corre. A morte do sol. Todos os olhos do mundo na morte do sol. Alguns brindam; outros, renascem.