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    Big Jato

    Por Xico Sá
    Existem 8 citações disponíveis para Big Jato

    Sobre

    Vale do Cariri, início da década de 1970. Um caminhão, apelidado carinhosamente de Big Jato, é destinado a esvaziar as fossas das casas sem encanamento do Crato. No parachoque, a frase ?DIRIGIDO POR MIM, GUIADO POR DEUS?. O garoto ao lado do motorista pensa: ?Não sou um nem o outro?.

    O caminhão faz parte da vida do garoto. Com seu pai, percorre as ruas da cidade lidando com o dejeto alheio, enquanto acompanha um mundo em transformação. Assim como sua própria infância, algo ali parece estar chegando ao fim, e as mudanças não passam despercebidas aos dois.

    Em Big Jato, o escritor e cronista Xico Sá cria, a partir de suas memórias, um retrato afetivo de uma juventude passada no Cariri. Estão lá os primeiros encontros com o amor e o rock. As paisagens e as pessoas que ele encontrou. As mudanças nas relações familiares. Um delicado mosaico das descobertas do garoto que enfrenta todas as dificuldades da entrada na vida adulta.

    Leitores familiarizados com as crônicas e participações televisivas do autor podem se deparar aqui com o mesmo olhar lírico e frequentemente hilariante que Xico costuma dedicar aos relacionamentos e ao futebol. Mas irão se surpreender com a ficção do autor.

    O que emerge de Big Jato é uma prosa madura, uma novela capaz de encapsular um tempo e um espaço onde humor e drama ocorrem nos pequenos momentos do dia a dia. E na boleia do Big Jato, com os Beatles tocando no rádio.

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    Citações de Big Jato

    Quando pegamos no nosso pobre pinto, coitados de nós, nunca sabemos onde vai acabar a gasolina azul da imaginação ou o vigoroso diesel de todas as taras guardadas de um donzelo delirante sem alvo.

    Coisas que não queremos nasceram para ficar sem nome. O dito é uma tristeza que chama outra.

    Se tem uma dupla que toca de ouvido, é pau e boceta, mondrongo e racha, pra-te-vai e chibiu, vara e priquito, rola e xoxota, pênis e vagina, como dizem os compêndios escolares.

    “Na ira, rasgar à faca ou foice o bucho dos céus, desejo antigo, para fazer descer a tempestade.”

    As interrogações não passam de cabos de guarda-chuvas de ponta-cabeça, me pego pensando do nada, só porque uma coisa puxa a outra, como uma máquina maluca e inútil, como um treco sai derrubando outro em um desenho animado de Tom & Jerry.

    Quem sai de casa mente. Que homem de boa-fé desperdiça uma viagem com pouca coisa para contar na volta? De que terá valido a viagem se não for para voltar com uma carrada de mentiras?

    Meu pai acha que nesta vida é melhor ser burro ou se fingir de doido mesmo.

    Quem não reage, rasteja.

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