Antônio de Alcântara Machado é cronista de costumes como poucos, ao focalizar, em Brás, Bexiga e Barra Funda, os chamados "Italianinhos de São Paulo", os imigrantes que vinham para os bairros que dão nome ao livro, seus dissabores, tristezas, esperanças, alegrias, perspectivas.
Morto prematuramente, Alcântara Machado deixou obra singular, que retrata São Paulo em toda a sua face compromissada com uma época de imigração , com o retrato de um tempo do qual foi especialmente um grande cronista de costumes, um fotógrafo de acontecimentos que, aparentemente restritos a criaturas, representam, na verdade, os problemas de todos os seres do mundo. Alcântara Machado não era um revolucionário tão inovador a ponto de romper totalmente os padrões.
Alcântara Machado publicou Brás, Bexiga e Barra Funda, em 1927, sendo sua segunda publicação. A obra, da primeira fase do Modernismo, tem, ao invés de um prólogo, um artigo de fundo e o autor confessa que os contos não nasceram contos, mas sim notícias. Alcântara Machado busca fixar tão somente alguns aspectos da vida quotidiana dos novos mestiços nacionais e nacionalistas. Seu processo lingüístico é imitável, inimitável é o espírito, o estilo, animado por uma verve, uma graça e um humor absolutamente pessoais.
Mário de Andrade chegou a escrever dele: "Tinha a concepção antiga do herói, eliminava dos seres ideados todas as disparidades, todos os descaminhamentos e incertezas de caráter, para só vincar neles o que os caracteriza essencialmente como protagonistas de uma psicologia determinada. [...] Daí uma universalidade em que todos nós, sem nos reconhecermos jamais nos tipos mostrados por Antônio de Alcântara Machado ( como de fato é a nossa realização psicológica diante do herói clássico...), reconheceríamos sempre os tipos como protótipos, como idealidades psicológicas, mais propriamente do que como sínteses psicológicas."
Morto prematuramente, Alcântara Machado deixou obra singular, que retrata São Paulo em toda a sua face compromissada com uma época de imigração , com o retrato de um tempo do qual foi especialmente um grande cronista de costumes, um fotógrafo de acontecimentos que, aparentemente restritos a criaturas, representam, na verdade, os problemas de todos os seres do mundo. Alcântara Machado não era um revolucionário tão inovador a ponto de romper totalmente os padrões.
Alcântara Machado publicou Brás, Bexiga e Barra Funda, em 1927, sendo sua segunda publicação. A obra, da primeira fase do Modernismo, tem, ao invés de um prólogo, um artigo de fundo e o autor confessa que os contos não nasceram contos, mas sim notícias. Alcântara Machado busca fixar tão somente alguns aspectos da vida quotidiana dos novos mestiços nacionais e nacionalistas. Seu processo lingüístico é imitável, inimitável é o espírito, o estilo, animado por uma verve, uma graça e um humor absolutamente pessoais.
Mário de Andrade chegou a escrever dele: "Tinha a concepção antiga do herói, eliminava dos seres ideados todas as disparidades, todos os descaminhamentos e incertezas de caráter, para só vincar neles o que os caracteriza essencialmente como protagonistas de uma psicologia determinada. [...] Daí uma universalidade em que todos nós, sem nos reconhecermos jamais nos tipos mostrados por Antônio de Alcântara Machado ( como de fato é a nossa realização psicológica diante do herói clássico...), reconheceríamos sempre os tipos como protótipos, como idealidades psicológicas, mais propriamente do que como sínteses psicológicas."