Luciano Raposo Figueiredo Universidade de São Paulo As rebeliões que estalam em diversas cidades coloniais à margem do Atlântico na segunda metade do século XVII e início do XVIII revelam mais que a existência de súbditos inquietos. A frequência com que acontecem, especialmente no Brasil, indica a existência de um forte desajuste nas condições do governo do ultramar. Os recorrentes motins de soldados, revoltas antifiscais, expulsão dos governadores, protestos contra a carestia de géneros básicos fustigaram em última análise as regras do bom governo. E parecem revelar as dificuldades de reiteração do Antigo regime sob às exigências da colonização mercantilista, que demanda excesso de impostos, regime de comércio exclusivo, lentidão da justiça. Contingências da colonização que indispõem os súbditos quase sempre contra o governo local.
Brasil: colónia rebelde (poder, colonização e os limites do Antigo Regime na América)
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