Um homem acorda de madrugada, antecipando o alarme do relógio. Ele pretende voltar a dormir, ainda tem tempo. A sensação de temor difuso o invade outra vez. O escuro, o travesseiro sob sua cabeça, as manchas nas paredes, o mesmo sentimento de que nada daquilo lhe pertencia.
(o que lhe pertencia? O espaço aberto em branco?)
Decide tomar um banho gelado e ir mais cedo para a estação. Antes do trem chegar, tomaria um café no quiosque.
Quando sai para a rua, protegido pelo capote, ele vê na neblina um vulto de mulher. Sua presença provoca um choque: o homem vislumbra um sonho que teve naquela noite. Um sonho vital do qual não conseguia se lembrar.
(o que lhe pertencia? O espaço aberto em branco?)
Decide tomar um banho gelado e ir mais cedo para a estação. Antes do trem chegar, tomaria um café no quiosque.
Quando sai para a rua, protegido pelo capote, ele vê na neblina um vulto de mulher. Sua presença provoca um choque: o homem vislumbra um sonho que teve naquela noite. Um sonho vital do qual não conseguia se lembrar.