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    Cidade aberta

    Por Teju Cole
    Existem 2 citações disponíveis para Cidade aberta

    Sobre

    A expressão ?cidade aberta? pode referir-se a uma cidade ocupada pelo exército invasor durante uma guerra e poupada em troca de rendição. A Nova York pós-Onze de Setembro percebida por Julius, um jovem psiquiatra residente no hospital Columbia Presbyterian, carrega em si um pouco dessa atmosfera - é uma cidade de traumas não admitidos e muita solidão.

    Julius faz longas caminhadas após o trabalho, como contraponto a seus atarefados dias no hospital. Além da ?evocação de liberdade?, esses passeios são o motor de suas reflexões e reminiscências, pelas quais ele relembra sua história, sua infância na Nigéria, sua condição de imigrante, e também a história da própria cidade em que vive e dos habitantes dela.

    Teju Cole parece transferir muito de si ao protagonista do romance - ambos são nigerianos que saíram de sua terra natal para estudar nos Estados Unidos. Além de escritor, Cole é também fotógrafo, e a observação precisa e o zelo com os detalhes parecem ser seu principal legado a Julius. Numa sucessão de meditações, informações históricas, reflexões sobre música e literatura, e nítidas descrições das paisagens urbanas - motivos que renderam a Cole muitas comparações a W. G. Sebald -, o personagem estabelece uma espécie de diário não cronológico de suas reminiscências nigerianas e nova-iorquinas.

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    Citações de Cidade aberta

    Aquilo era uma parte da minha desconfiança de que havia na sociedade um estado de ânimo que empurrava as pessoas para juízos temerários e opiniões levianas, um estado de ânimo anticientífico; ao velho problema da dificuldade em massa para os cálculos e a matemática, acrescentava-se agora, assim me parecia, uma incapacidade mais geral para avaliar os dados. Isso criava chances de grandes negócios para aqueles cuja especialidade era prometer soluções imediatas: políticos ou sacerdotes de diversas religiões. Dava certo sobretudo para aqueles que desejavam congregar pessoas em torno de uma causa. A causa em si, qualquer que fosse, não tinha quase nenhuma importância. O que interessava era o sectarismo.

    Como me parecia insignificante a condição humana, o fato de estarmos sujeitos a essa luta constante para modular o ambiente interior, essa existência interminável jogada para lá e para cá, como uma nuvem.

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