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    Contos tradicionais, fábulas, lendas e mitos

    Contos tradicionais, fábulas, lendas e mitos

    Por Ministério da Educação
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    Citações de Contos tradicionais, fábulas, lendas e mitos

    Num tempo que já se foi, quando ainda aconteciam encantamentos, viveu um rei que tinha uma porção de filhas, todas lindas. A mais nova, então, era linda demais. O próprio sol, embora a visse todos os dias, sempre se deslumbrava, cada vez que iluminava o rosto dela.

    As lendas e os mitos também são histórias sem autoria conhecida. Foram criadas por povos de diferentes lugares e épocas para explicar fatos como o surgimento da Terra e dos seres humanos, do dia e da noite e de outros fenômenos da natureza. Também falam de heróis, heroínas, deuses, deusas, monstros e outros seres fantásticos.

    A maior parte das fábulas mostra situações típicas do dia-a-dia dos seres humanos, mas vividas por animais. Os mais famosos fabulistas (autores de fábulas) foram: Esopo (Grécia, 600 a.C.) e Lã Fontaine (França, século 18). No Brasil, Monteiro Lobato (século 20), reescreveu muitas delas; nos dias de hoje, o mesmo foi feito por Millor Fernandes.

    Os contos tradicionais são histórias que foram sendo transmitidas oralmente ao longo das gerações, sem que se saiba ao certo quem as criou.

    As fábulas são pequenas histórias escritas com a intenção de transmitir algum ensinamento sobre a vida, ou o que se chama “lição de moral”.

    LENDAS E MITOSOXÓSSI -Lenda africanaOlofin era um rei africano da terra de Ifé, lugar de origem de todos os iorubás.Cada ano, na época da colheita, Olofin comemorava, em seu reino, a Festa dos Inhames.Ninguém no país podia comer dos novos inhames antes da festa. Chegando o dia, o rei se instalava no pátio do seu palácio. Suas mulheres sentavam à sua direita, seus ministros atrás dele, agitando leques e espanta-moscas, e os tambores soavam para saudá-lo.As pessoas reunidas comiam inhame pilado e bebiam vinho de palma. Elas comemoravam e brincavam. De repente, um enorme pássaro voou sobre a festa.O pássaro voava à direita e voava à esquerda… Até que veio pousar no teto do palácio. A estranha ave fora enviada pelas feiticeiras, furiosas porque não haviam sido convidadas para a festa.O pássaro causava espanto a todos! Era tão grande, que o rei pensou ser uma nuvem cobrindo a cidade.Sua asa direita cobria o lado esquerdo do palácio, sua asa esquerda cobria o lado direito do palácio, as penas do seu rabo varriam o quintal, e sua cabeça cobria o portal de entrada.As pessoas, assustadas, comentavam:Ah! Que esquisita surpresa?Eh! De onde veio esse desmancha-prazer?Ih! O que veio fazer aqui?Oh! Bicho feio de dar dó!Uh! Sinistro que nem urubu!Como nos livraremos dele?Vamos rápido chamar os caçadores mais hábeis do reino.De Idô, trouxeram Oxotogun, o “Caçador das vinte flechas”.O rei lhe ordenou matar o pássaro com suas vinte flechas e Oxotogum exclamou:Que me cortem a cabeça, se eu não o matar!E lançou suas vinte flechas, mas nenhuma atingiu o enorme pássaro. O rei mandou prendê-lo.De More chegou Oxotogi, o “Caçador das quarenta flechas”.O rei lhe ordenou matar o pássaro com suas quarenta flechas e Oxotogi exclamou:Que me condenem à morte, se eu não o matar!E lançou suas quarenta flechas, mas nenhuma atingiu o pássaro. O rei mandou prendê-lo.De llarê, apresentou-se Oxotadotá, o “Caçador das cinqüenta flechas”. O rei lhe ordenou matar o pássaro com suas cinqüenta flechas e Ox

    Dizem que Tupã, condoído com tanto sofrimento, transformou suas lágrimas em diamantes, para perpetuar a lembrança daquele amor.

    Não fostes fiéis – abristes o caroço de tucumã, soltastes a noite e todas as coisas se perderam, e vós também, que vos metamorfoseastes em macacos, andareis para todo sempre pelos galhos dos pau.(A boca preta e a risca amarela que eles têm no braço, dizem que são ainda o sinal do breu que fechava o caroço de tucumã e que escorreu sobre eles quando o derreteram.)(General Couto de Magalhães, O selvagem)

    A noite estava adormecida no fundo das águas. Não havia animais; todas as coisas falavam.

    Mal ergueu a tampa, Pandora deu um grito de pavor e do interior da ânfora saíram monstros horríveis: o Mal, a Fome, o ódio, a Doença, a Vingança, a Loucura e muitos outros espíritos maléficos…Quando voltou a lacrar a jarra, conseguiu prender ali um único espirito, a Esperança.

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